Manuel Alegre é o vencedor do Prémio Camões

Prémio Camões de 2017 foi esta quinta-feira atribuído ao poeta e romancista Manuel Alegre, que se torna assim, aos 81 anos, o 29.º autor (e o 12.º português) a receber a mais importante consagração literária da língua portuguesa.

O prémio, no valor de cem mil euros, foi anunciado esta quinta-feira à tarde na sede da Biblioteca Nacional brasileira, no Rio de Janeiro, quando em Portugal eram cerca de 19h40. O nome de Manuel Alegre foi escolhido por um júri que integrou as ensaístas portuguesas Maria João Reynaud e Paula Morão, os académicos brasileiros José Luís Jobim de Salles Fonseca e Leyla Perrone Moisés, o poeta cabo-verdiano Jose Luiz Tavares e o especialista moçambicano em literaturas africanas Lourenço do Rosário.  Saiba mais, clique aqui

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Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2017: de 1º a 14 de julho

UNILABA Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) lançou, nesta segunda-feira (5), o edital de inscrições para o Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2017, que ocorrem de 1º a 14 de julho.

 Os estudantes ingressarão no segundo período letivo de 2017 e no primeiro período letivo de 2018, com 270 e 370 vagas, respectivamente. Os cursos de Graduação ofertados são Ciências Biológicas, Física, Letras-Língua Portuguesa, Matemática, Química e Humanidades, na modalidade presencial. Podem concorrer candidatos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

As informações sobre o processo estão no link abaixo e nas dependências das Missões Diplomáticas brasileiras em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

As provas serão aplicadas de 13 a 20 de setembro e o resultado final sai em 30 de outubro. O segundo período letivo de 2017 começa em 29 de janeiro, enquanto o primeiro período letivo de 2018 começa em 2 de julho.

Edital 2017 do PSEE da UNILAB:

http://www.unilab.edu.br/wp-content/uploads/2017/06/EDITAL-PSEE-2017.pdf

Informações sobre o PSEE 2017:

http://www.unilab.edu.br/psee-2017/

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Diretora Executiva participa do ” I Simpósio das Línguas Espanhola e Portuguesa no Espaço Ibero-Americano”

simposioArrancou hoje (06) ,em Madrid o  I Simpósio das Línguas Espanhola e Portuguesa no Espaço Ibero-Americano. O objetivo deste encontro é o de promover o desenvolvimento do bilinguismo na região.

Com início marcado para as 9h30 e encerramento às 19h, o Simpósio vai dividir-se por três sessões nas quais estarão presentes acadêmicos das duas línguas oficiais vindos de 22 países, catedráticos, políticos e representantes culturais. Contará, entre outros, com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, e da Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Ana Paula Laborinho e da Diretora Executiva do IILP, Marisa Mendonça.

Atuações musicais e apresentações vídeo farão a ligação entre os diferentes painéis que vão abordar questões como o bilinguismo, a diversidade da comunidade ibero-americana e a presença do Português e do Espanhol no mundo.

O Simpósio das Línguas Espanhola e Portuguesa no Espaço Ibero-Americano será inaugurado pela Secretária Geral Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, e o ministro das Relações Exteriores e da Cooperação de Espanha, Alfonso Dastis.

Presentes estarão também Evanildo Cavalcante Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e Darío Villanueva Prieto, Diretor da Real Academia Espanhola.
Intitulada ‘O bilinguismo na IberoAmérica e sua expressão cultural’, a primeira sessão inicia-se às 10h30 e vai centrar-se nos temas ‘As línguas como facilitadoras do diálogo cultural’, apresentado por Evanildo Cavalcante Bechara; ‘O português no espaço Ibero-Americano’, conduzido por Ana Paula Laborinho; ‘O espanhol no espaço Ibero-Americano’, apresentado por Juan Manuel Bonet, Diretor do Instituto de Cervantes, Espanha.
Com início às 12h50, a segunda sessão vai centrar-se ‘na ‘Riqueza e diversidade da Comunidade IberoAmericana’ através de debates sobre ‘O valor económico co Português’, por Luis Antero Reto, Reitor do ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa; ‘O valor econômico do espanhol’, apresentado por José Luis García Delgado, Catedrático de Economia Aplicada na Universidade Complutense de Madrid; ‘Os falsos amigos linguísticos entre o português e o espanhol’, por Hélder Júlio Ferreira Montero, Doutor em Filologia na Universidade de Salamanca e Lucimeire Alves Machado, Doutora pela Universidade Complutense de Madrid; ‘A diversidade linguística na Ibero-América’, por Mario Antonio Sandoval Samayoa, Diretor da Academia Guatemalteca da Língua, da Guatemala.

A terceira e última sessão terá início às 16h15 e vai debater ‘O português e o espanhol no mundo: atualidade e perspectivas’. A implementação global das duas línguas e as perspetivas para 2050 serão apresentadas por Marisa de Mendonça, Diretora Executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, uma instituição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Já a presença do Espanhol e do Português no sistema educativo, na comunicação científica e na agenda digital será abordada por Maximiliano Martinhão, Secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do Brasil, e por Andrés Pedreño Muñoz, Catedrático de Economia Aplicada da Universidade de Alicante e ex-Reitor daquela instituição de ensino superior espanhola.

Fonte Colaborativa: Mundo Português

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Colóquio de Língua Portuguesa, em Namibe

Namibe

foto: Pedro Parente

A província do Namibe acolhe no dia 9 do corrente mês o primeiro colóquio de Língua Portuguesa, que contará com a participação de 280 docentes do ensino secundário dos cinco municípios da província e convidados.

O evento de iniciativa da Direção Provincial da Educação, que decorrerá sob o lema “ A escola e a comunidade: um olhar para os novos tempos, tem como meta discutir a problemática do ensino e aprendizagem, num espaço plurilinguístico”.

Entre os objetivos constam também  a promoção de uma reflexão sobre os diferentes pressupostos epistemológicos e metodológicos para o ensino do português, fornecer ferramentas didático-pedagógicas para o ensino eficiente do português.

Os participantes vão abordar questões referentes a “A Língua Portuguesa em Angola, entre a gramática normativa e a variação, a Língua Portuguesa como fator de coesão social em Angola, a oralidade na sala de aulas de Língua Portuguesa, para uma nova dinâmica do ensino do português, entre outros”.

Fonte: Angoop

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Exposição:“Potencial Económico da Língua Portuguesa”

PotencialA mostra “Potencial Económico da Língua Portuguesa”, organizada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, com coordenação científica do ISCTE/IUL – Instituto Universitário de Lisboa, estará patente de 2 a 29 de junho nas montras da Secretaria Geral da Educação e Ciência, em Lisboa.

Esta apresentação visa alargar a visibilidade desta exposição, reforçando a divulgação sobre o conhecimento da Língua Portuguesa e assim contribuir ativamente para a sua valorização e difusão no mundo, quando se estima que seja falada por 261 milhões de pessoas.

A informação patente evidencia que as indústrias e os serviços em que a língua portuguesa é um elemento chave representam 17% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal.

Local do evento: Secretaria Geral da Educação e Ciência – Av. 5 de outubro, 107, Lisboa

Fonte: Instituto Camões

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Bibliothek: Sobre a tradução entre o português e o alemão

Há uma dificuldade extra na hora de traduzir entre as duas línguas: em alemão, várias palavras extremamente simples foram manchadas pela ideologia nazista. E escritores e tradutores têm que circundar isso.O trabalho de tradução entre o português e o alemão com certeza tem todos as dificuldades comuns entre duas línguas de raízes tão diferentes. É quase impensável imaginar que as duas são ambas línguas da mesma grande família.

A lista das línguas indoeuropeias mais faladas traz o espanhol, o inglês, o híndi e o urdu, o português, o bengali, o russo e o punjabi, com mais de cem milhões de falantes, seguidas de perto pelo alemão, o francês e o persa. Pensar que todas estas línguas têm uma mesma matriz causa vertigem. Nossa conversa, porém, é sobre estas duas primas distantes, o português e o alemão.

Algumas são questões que atazanam os escritores das duas línguas, como as diferenças entre a língua falada e a língua escrita. Mesmo que muito menor do que o Brasil, só na Alemanha há diferenças regionais gigantescas, sem sequer contar as variações austríacas e o alemão suíço, que em minha opinião deveria er considerado outra língua.

Um vendedor de quiosque em uma cidade pequena de Brandemburgo e o de uma cidade pequena da Bavária teriam dificuldades em compreender um ao outro se falarem os dialetos da sua região. Em minhas visitas com um namorado à Suábia, eu me sentia completamente perdido quando ele conversava com a família em suábio. E há cerca de 800.000 falantes de suábio na Alemanha. Não entendo nenhum deles.

As diferenças entre a fala do berlinense e a fala do muniquense causam tanta dificuldade a quem está aprendendo o alemão quanto, eu imagino, as diferenças entre o recifense e o paulistano causariam a um alemão aprendendo português. Um tradutor precisa estar atento a tudo isso. Nossas sintaxes tão diferentes. Até o uso distinto da vírgula me confunde às vezes.

Mas há uma dificuldade extra, esta específica ao alemão. Vou mencioná-la com um exemplo. Há poucos dias, eu conversava com Oliver Precht, o tradutor alemão de Oswald de Andrade, Eduardo Viveiros de Castro e Hilda Hilst. Tentávamos encontrar o equivalente alemão para uma palavra extremamente simples do português: “terra”. Mas “terra” naquela maneira que a usamos quando dizemos “nossa terra”, ou “nessa terra”. Em alemão, se você traduz por “Erde”, entende-se ou o planeta ou “terra” no sentido orgânico mesmo, de solo, de terra, a coisa marrom. A coisa. Se se usa “Land”, a palavra assume uma compreensão diferente da forma quase emocional e privada que tem “terra”, pois “Land” implica Estado-nação, “Land” é o país. Não é o mesmo que a “terra” de alguém, com sua terra natal, que pode ser um cantinho de um país sem qualquer representação política. Quando pensamos na palavra “Boden”, por exemplo, surgiu a dificuldade: em alemão, várias palavras extremamente simples foram manchadas pela ideologia nazista.

Os escritores e tradutores alemães têm que circundar esta dificuldade constantemente. Palavras que, nas línguas originais como o português, não têm esta implicação ideológica, são quase proibidas em alemão se não se quer invocar o contexto política do Terceiro Reich. O texto em questão, por exemplo, falava de antepassados, algo que tem um determinado contexto em um país com passado colonial e de forte imigração como o Brasil. No entanto, em alemão a raiz da palavra para antepassados, “Ahnen”, traz o contexto de palavras como Ahnennachweise (a árvore genealógica para provar ascendência ariana) ou Ahnenpass (passaporte de ascendência) e assim por diante. A própria preocupação com ascendência e ancestralidade é algo suspeito na Alemanha de hoje. Mesmo uma palavra como “Blut” (sangue), se usada de forma inconsequente, pode trazer à mente o slogan nazista de Blut und Boden (sangue e solo).

Alguns escritores viriam a trabalhar justamente com isso, como o romaniscta W. G. Sebald ou o poeta Max Czollek. É claro que o português, a língua de crimes coloniais, também tem suas dificuldades, suas implicações, suas manchas históricas. Mas a situação é particularmente complicada, pois a memória dos terrores ainda é recente.

Na coluna Bibliothek, publicada às terças-feiras, o escritor Ricardo Domeneck discute a produção literária em língua alemã, fala sobre livros recentes e antigos, faz recomendações de leitura e, de vez em quando, algumas incursões à relação literária entre o alemão e o português. A coluna Bibliothek sucede o Blog Contra a Capa.

 

Fonte: Deutsche Welle
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Inaugurado Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês-Português

Foi inaugurado na última sexta-feira (26), na Universidade de Macau, o Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês-Português, liderado pela professora doutora Maria José Grosso. O desenvolvimento da investigação no ensino do português e os cursos de formação em Língua Portuguesa para formadores de professores figuram entre os objetivos de um organismo que nasce vinculado ao Departamento de Português da maior instituição de ensino superior do território.

Centro de formação

Hong Gang Jin, Diretora da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de Macau, enfatizou que o centro “otimizará cursos de licenciatura, de mestrado e de doutoramento em Língua Portuguesa e suas Culturas” e “melhorará a organização de cursos, métodos pedagógicos, avaliações para os alunos de Estudos Portugueses alcançarem níveis avançados”. Prevista está também uma colaboração com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), através do qual o centro “tentará implementar o mecanismo de ‘entrada direta’ por parte de alunos do ensino secundário da RAEM, com conhecimentos de Língua Portuguesa, na licenciatura em Estudos Portugueses da Universidade de Macau”.

A diretora da Faculdade de Letras esclareceu que o organismo vai ainda assegurar a “publicação de manuais didáticos de Português com boa qualidade, e promoverá ainda ferramentas digitais e programas de aprendizagem on-line. Além disso, encorajará e subsidiará mais aprendentes de Português nos seus estudos no estrangeiro, acelerando a aprendizagem de língua e cultura”. Por fim, a “Faculdade de Letras tentará ainda lançar um programa ‘4+1’, com a cooperação das universidades em Portugal ou no Brasil”.

O centro está localizado nas salas 1002 – 1006, no Edifício E34 do novo campus da Universidade de Macau. Ao lado do mesmo funciona o Centro de História e Cultura Chinesas e o Instituto Confúcio. O Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês-Português integra ainda salas de exposições sobre as diferentes culturas lusófonas. Juntamente com Maria José Grosso na direção do novo organismo, está Zhang Jing, também docente do Departamento de Português, que assume a função de subdiretora.

Fonte: Ponto Final
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CiberEstudo: uma plataforma multidisciplinar

Mais de 2600 exercícios com dicas e resultados, 72 exames e testes e um jogo para consolidar conhecimentos de forma divertida. Assim é o CiberEstudo, a nova plataforma digital dedicada a alunos do 4.º, 6.º e 9.º ano, cuja missão é complementar a aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática.

Esta nova plataforma, lançada no passado dia 27 de maio, resulta da parceria entre a Associação Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, a Associação de Professores de Matemática e a Fundação Vodafone.

Para além da área de estudo, os utilizadores dispõem de área de jogo com vista à consolidação de conhecimentos de uma forma divertida. Há, também, interação com os encarregados de educação através da disponibilização de relatórios de desempenho, que permitem o seguimento da evolução do aluno.

 

Fonte: Vedafone

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Escritores lusófonos querem ser lidos nas escolas

Os escritores lusófonos reivindicam uma maior circulação dos livros que permita um melhor conhecimento da cultura e da literatura produzidas, sobretudo nos países africanos, cujos autores são pouco divulgados e conhecidos, salvo raras exceções. Esta foi uma das conclusões do VI Encontro de Escritores do universo lusófono, que terminou  sábado(24) em Odivelas, na periferia de Lisboa.

O mote foi lançado pelo escritor e jornalista guineense, Tony Tcheka, quando moderava o painel sobre a língua portuguesa no mundo. “É preciso incluir as literaturas dos nossos países nas escolas para nos conhecermos mais e melhor”, disse em tom de desafio.

“Nós não nos conhecemos”

A proposta vai precisar “de ideias e de pernas para andar”, explica Tony Tcheka em declarações à DW África, sublinhando a necessidade de se elaborar um programa que seja possível pôr em prática. “Isto, porque não se pode falar de criação e existência de uma comunidade de gente que não se conhece”, justifica o escritor. “Na verdade, nós não nos conhecemos. Quando a gente não conhece a literatura de outro país, quando não conhecemos as histórias, a sua maneira de estar e de ser, torna-se tudo muito mais difícil”.

A proposta lançada por Tony Tcheka, baseada no volume de produção de livros, incluindo os de caráter técnico e científico, despertou o interesse da plateia, entre os participantes no evento que decorre no âmbito da VI Bienal de Culturas Lusófonas, com encerramento no dia 31 de maio. A ideia, frisa Tcheka, é levar as diferentes literaturas às escolas e, ao mesmo tempo, fazer circular os livros.

Incentivar a leitura

Ana Paula Laborinho, do Instituto Camões (IC) lembrou que esta proposta se enquadra numa das resoluções das cimeiras dos chefes de Estado e de Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A resolução foi adotada pelos membros da organização e compete aos mesmos implementá-la. Segundo a presidente do IC, está em curso a preparação de um plano de incentivo à leitura para crianças e jovens, juntamente com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).

Lopito Feijóo, um veterano da literatura angolana, considera a questão “muito pertinente” e tem vindo a lutar pela mesma em quase todos os eventos do género em que participa.

Alda Barros (DW/J. Carlos
)Alda Barros, autora são-tomense

Muitos dos livros que lhe chegam às mãos resultam de trocas com confrades nos festivais e encontros literários. E, se consegue comprar algumas obras, fá-lo essencialmente nas livrarias de Lisboa, cidade portuguesa que ele considera ser uma espécie de “placa giratória”. Há cerca de 30 anos, lembra, já o escritor e professor português, Manuel Ferreira, chamava a atenção para este risco, agravado pelas crises financeiras e económicas que os países enfrentam e consequente dificuldade de aquisição de produção cultural.

Novas caras da literatura

Além de alguns veteranos, o evento em Odivelas abriu portas a jovens escritores como o moçambicano Amosse Mucavele, autor de “Geografia do Olhar” (2017) e a são-tomense Alda Barros, que acaba de lançar em Lisboa a sua primeira obra poética “Flor Branca do Baobá”. De facto, sublinha Mucavele, ainda há muito pouco conhecimento um do outro no espaço lusófono.

Amum

Amosse Mucavele, escritor moçambicano

Os escritores que se conhecem, refere, são os mesmos de sempre, “alicerçados por grandes editoras”. Os outros, adianta, “quase ninguém fala deles ou quase ninguém os conhece”.

Quando, em 2010, criou uma revista eletrónica com um grupo de jovens moçambicanos, o objetivo era tentar aproximar os vários escritores de língua portuguesa. Hoje, diz Mucavele à DW África, “é preciso criar outras pontes de afetos que não necessitam das tais editoras, ou que passe tudo por Portugal para distribuição” das obras. Além disso, nos novos manuais escolares não aparecem textos dos novos escritores. “Precisamos de reverter isso”, aconselha o jovem poeta moçambicano, defensor da ideia de que cada país deve funcionar como núcleo para distribuir as obras dos seus escritores e de autores estrangeiros.

Como fazer circular os livros?

A preocupação de Amosse vai de encontro à abordagem de Lopito Feijóo, que considera que ao nível das escolas é mais difícil ter acesso às obras dos escritores.

O escritor moçambicano sublinha a necessidade de programas para promover a língua portuguesa nos sítios mais recônditos: sugere a criação de bibliotecas e centros culturais nas aldeias, municípios e comunas que incentivem o diálogo entre autores e alunos.

Olinda Beja (DW/J. Carlos)Olinda Beja, escritora são-tomense

A escritora e professora Olinda Beja, também de São Tomé e Príncipe – que tem trabalhado com crianças nas escolas não só em Portugal – diz ser imperioso implementar a literatura e incentivar a leitura nos países de língua portuguesa. “Os manuais continuam pobres, com muito poucos autores. Chega-se a São Tomé ou à Guiné-Bissau, os nossos alunos não conhecem os escritores lusófonos, incluindo os nacionais”, lamenta.

Olinda Beja reconhece que “há muito trabalho a fazer” neste sentido. O seu apelo vai para o Ministério da Educação e da Cultura, mas também para a Presidência da República. Dá o exemplo de Cabo Verde, onde esteve recentemente a convite do chefe de Estado cabo-verdiano, José Carlos Fonseca, que  abriu as portas do palácio presidencial aos escritores e alunos como uma das iniciativas para promover as obras literárias nacionais e incentivar a leitura.

Fonte: DW ÁfricaDW África

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I CONGRESSO MUNDIAL DE BILINGUISMO E LÍNGUAS DE HERANÇA – I CONGRESSO BRASILEIRO DE PORTUGUÊS LÍNGUA DE HERANÇA

Saiba mais, clique aqui

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