O “Brasil do Japão”

oizumiAs placas de boas-vindas, para recepcionar os visitantes anunciando que ali fica o “Brasil do Japão”, foram colocadas em três pontos de entrada da cidade de Oizumi (Gunma). Medem 4m de altura por 1,8m de largura e foram elaboradas pela Associação de Turismo local.

 “Bem-vindo! á Oizumi a Cidade Brasileira do Japão”, diz a frase em português (com alguns erros ortográficos) que também pode ser lida em japonês e inglês.

 O prefeito de Oizumi, Toshiaki Murayama, disse em entrevista ao jornal Yomiuri que “é importante promover a integração multicultural e o fator pode ser usado para promoção turística da cidade”.

ESTRANGEIROS RESIDENTES

 A última estatística de 31/1/2015 revela que dos 41.028 moradores de Oizumi, 6.459 são estrangeiros. Um pouco mais da metade desses estrangeiros é de nacionalidade brasileira, seguida pela peruana e indonesiana.

 Já a província de Gunma conta com um total de 42.311 estrangeiros, segundo dados de dezembro de 2014.

 Fonte: Blogue da Sylvia in Tokyo
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Portugal, Brasil e Angola deviam criar TV internacional em português

tv-online-gratis O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso defendeu hoje que Portugal, Brasil e Angola deviam criar um grande meio de comunicação social em português para facilitar a comunicabilidade da língua portuguesa.

“É uma pena não termos uma televisão de grande projeção internacional em português”, disse José Manuel Durão Barroso na sua “aula inaugural” na Universidade Católica de Lisboa, onde vai lecionar, intitulada “União Europeia e Lusofonia”.

“Seria positivo que Portugal, Brasil e Angola se juntassem para criar um grande meio de comunicação social em português para facilitar a comunicabilidade da língua portuguesa”, acrescentou.

Durão Barroso, que definiu a Lusofonia como “a maneira portuguesa de estar no mundo, a língua portuguesa”, lançou esta sugestão ao sublinhar a importância de “uma política da língua mais ambiciosa”.

Destacando a maneira como Portugal, ao contrário de outras antigas potências coloniais, “foi capaz de restabelecer as relações Estado a Estado” com os países africanos de expressão portuguesa, Barroso referiu o “espírito de abertura” que marcou e continua a marcar a história de Portugal.

“A Lusofonia é uma das formas que Portugal tem de contribuir para a UE”, disse, depois de ter apontado como iniciativas portuguesas deram origem à parceria estratégica UE-Brasil, à Parceria Especial com Cabo Verde e aos Programas Indicativos Regionais com os PALOP e com Timor-Leste.

Fonte : Lusa/Sapo

 

 

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“Uma plataforma única para os utilizadores da língua portuguesa”

O secretário executivo da CPLP, o embaixador moçambicano Murade Murargy, durante a apresentação pública da plataforma do VOC, ocorrida no último dia 19, considerou a criação do VOC  “uma ferramenta fundamental para a projeção e consolidação internacional da língua portuguesa” e frisou a necessidade de  “continuar o esforço conjunto para que a plataforma seja única para todos os cidadãos dos Estados membros da CPLP, bem como para os demais falantes e utilizadores da língua portuguesa”.

No mesmo tom, o Presidente do Conselho Científico do IILP, o professor universitário moçambicano Raúl Calane da Silva, afirmou que se trata da “possibilidade de nós, na utopia do Padre António Vieira, possuirmos através dos mecanismos informáticos modernos uma porta aberta para o coração da língua”.

Acesse a plataforma, clique na imagem

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O poder do idioma local para a inclusão social

lingua maternaO Dia Internacional da Língua Materna, celebrado no último sábado, 21 de fevereiro, completa 15 anos e  promove o tema “O poder do idioma local para a inclusão social”.

Para a diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, a educação na língua materna é essencial para alcançar os objetivos globais de desenvolvimento, incluindo a educação para todos.

Força

Segundo Irina Bokova, aprender no idioma local facilita as habilidades de leitura, escrita e matemática. Na mensagem sobre o dia, a diretora da Unesco afirma que “a educação na língua materna é a força para o aprendizado de qualidade”.

E no Dia Internacional da Língua Materna, a Rádio ONU ouviu um funcionário da Comissão Econômica das Nações Unidas para Ásia e Pacífico nascido em Portugal, o berço da língua de Camões.

Desafios

Ricardo Freitas Rodrigues mudou-se para Bangcoc, na Tailândia, acompanhado da mulher e da filha, também portuguesas. Para ele, é um desafio residir numa região onde o idioma falado é tão diferente de sua língua materna.

“O tailandês não se assemelha em nada aos caracteres que conhecemos. E sendo que a língua se acha por ventura o mais proeminente meio de comunicação,  é verdade que a língua remete igualmente para uma construção social. A língua é um espaço primordial de afirmação de ideias, é o veículo que nos permite comunicar. E na impossibilidade de comungar da língua local, nós achamo-nos, enquanto expatriados, de certo modo excluídos da comunidade local.”

Esforço

Ricardo Freitas Rodrigues compartilha a visão da Unesco de que a língua materna é essencial para a inclusão e destaca um pensamento de um de seus escritores favoritos.

“Na nossa língua materna nós comunicamos tudo quanto desejamos, ao passo que utilizando uma língua estrangeira comunicamos apenas quando sabemos transmitir. Nos oito Estados que utilizam português como língua oficial, essa saudável diversidade se reafirma através da língua. ‘Aprender várias línguas é uma questão de anos, mas ser eloquente na sua própria língua é uma questão exige pelo menos metade de uma vida’. No meu caso, eu só me esforço diariamente, apesar de não usar o português, por honrar este pensamento de Voltaire”.

A língua portuguesa é falada por pelo menos 250 milhões de pessoas em oito países nas Américas (Brasil), Europa (Portugal), África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe) e Ásia (Timor-Leste).

Fonte: Rádio ONU

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Primeiro Festival da Lusofonia Goa 2015

Foto de Eustaquio SantimanoA Sociedade Lusófona de Goa (LSG) está a organizar o primeiro “Festival da Lusofonia Goa 2015″. De 20 de Fevereiro a 20 de Março realizar-se-ão diversos eventos culturais visando promover a cultura dos países e regiões lusófonas focando este ano Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Portugal e Timor Leste.

Mais informações, clique aqui

 

Fonte: Diário Liberdade – Foto de Eustaquio Santimano (CC /by-nc-nd/2.0)

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Moçambique e Timor já integram plataforma comum da língua portuguesa

Marisa MendonçaEm declarações à Lusa, à margem do seminário “Projeção Internacional da Língua Portuguesa: presente e futuro”, que se  realizou na  última sexta-feira na sede da CPLP, em Lisboa, a diretora executiva do IILP adiantou que o vocabulário de São Tomé e Príncipe “já está parcialmente elaborado”, mas precisa ainda da “validação das autoridades nacionais”.

Marisa Mendonça destacou “a inexistência de recursos humanos” para “o trabalho profundo de lexicografia” necessário à construção do VOC, para justificar os ritmos “diferentes” dos países lusófonos.

Trata-se de “um processo em desenvolvimento”, frisou. “Não sabemos dar informações” sobre Angola, disse, realçando, porém, que o governo de Luanda “disponibilizou fundos” para que o projeto “fosse levado avante”.

O VOC — que será “permanentemente atualizado” – é a plataforma que alberga os instrumentos que determinam legalmente a ortografia da língua portuguesa e foi oficialmente reconhecido pelos Estados-Membros da CPLP nas conclusões finais da X Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, em julho de 2014, em Timor-Leste.

O VOC — explicou Marisa Mendonça — “mostra a singularidade dos vocabulários nacionais” e, simultaneamente, “a pluralidade da língua portuguesa”, tentando uniformizar a escrita, por exemplo acabando com a dupla grafia de palavras.

Originária de Moçambique, Marisa Mendonça recorre à palavra “capulana” como exemplo. Comum em Moçambique, pois designa os panos coloridos que as mulheres atam à cintura, a palavra “capulana” é mais rara nos restantes países lusófonos.

“Este é um empreendimento gigantesco, inovador, pioneiro, sobretudo para os países africanos lusófonos, e que significa muito trabalho”, destaca Marisa Mendonça, acrescentando que o VOC vai receber em breve também terminologias científicas.

Marisa Mendonça disse ainda que o IILP vai prosseguir com dois outros projetos: o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira, plataforma eletrónica que oferece a professores recursos e materiais para o ensino e a aprendizagem do português; e a revista Platô, periódico semestral, em formato digital, de acesso público e gratuito.

“Esta direção continua a considerá-los como projetos bandeira do IILP, que foram muito bem pensados e bem iniciados. O nosso compromisso agora é conversar com as instituições parceiras a forma de desenvolver estes projetos”, disse.

Presente no mesmo seminário, o presidente do Conselho Científico do IILP, Raúl Calane Silva, defendeu que os Governos dos países da CPLP “devem empenhar-se cada vez mais nos projetos, mesmo a nível financeiro”.

As comissões científicas nacionais junto do IILP reuniram-se esta semana, em Lisboa, para discutir questões de ordem científica, técnica e burocrática.

“Um dos grandes propósitos agora é dinamizar as comissões nacionais do IILP em relação a estes projetos principais e também a outros para a consolidação e expansão da língua portuguesa”, realçou Calane Silva.

 Fonte colaborativa: RTP

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Plataforma do VOC está o ar!

logo-vocFoi lançado publicamente pelo  Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), instituição responsável pela política linguística dos países da CPLP, o primeiro Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), que define de forma conjunta a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 nos países de língua portuguesa.

O VOC é uma plataforma digital, aberta e gratuita, em que são integrados gradualmente os vocabulários ortográficos nacionais dos diferentes países da CPLP.

O VOC foi oficializado, sendo incorporado no património da CPLP, na declaração dos chefes de Estado e de Governo da Cimeira de Díli, em 2014. A obra integra pela primeira vez os vocabulários ortográficos nacionais (VON) de Moçambique e de Timor-Leste, entregues formalmente à direção executiva do IILP pelos respetivos governos também em 2014. Além de integrar os primeiros VON de Moçambique e de Timor-Leste, o VOC, que nesta fase conta já com cerca de 250 000 palavras da língua portuguesa, é a primeira obra que integra os vocabulários oficiais do Brasil e de Portugal numa só plataforma.

O VOC é um instrumento exigido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa assinado pelos países da CPLP em 1990 e já aplicado plenamente pelas instituições públicas e pela generalidade da imprensa no Brasil e em Portugal e gradualmente nos restantes países; a sua ratificação, entre os países da CPLP, apenas ainda não foi concluída em Angola e Moçambique. Neste último país, a publicação de um VON que desse conta das especificidades do português falado e escrito em Moçambique era entendida como passo prévio necessário para a ratificação e aplicação do Acordo Ortográfico, que se espera agora deverá acontecer a breve trecho. «Trata-se de incorporar no acordo as especificidades da nossa língua (…), temos um vocabulário de cada país, além daquele que nos é comum», afirmou recentemente Augusto Jone, então ainda ministro da Educação de Moçambique, à margem da VIII Reunião de Ministros da Educação da CPLP. «Encontramos palavras que só têm sentido para os falantes de um determinado país», acrescentou.

Quem participou e as regras consensuadas

O VOC é um instrumento de gestão linguística que contém um grande número de palavras e as suas propriedades formais, como a flexão e a divisão silábica, sendo baseado no modelo do Vocabulário Ortográfico do Português e do Portal da Língua Portuguesa, instrumento elaborado pelo ILTEC em 2010 e oficial em Portugal. O desenvolvimento do VOC conta com a participação de especialistas nomeados pelos Estados-membros, que nesse âmbito discutiram os critérios de aplicação do Acordo Ortográfico, chegando a critérios de interpretação das regras ortográficas do português consensuados entre todos pela primeira vez na história.

No final, chegou-se a uma proposta de sistematização não ambígua das regras. O VOC fica a partir deste dia disponível neste endereço, sendo possível  o acompanhamento da fase final da sua elaboração.

A partir de maio de 2015, quando termina o período de transição em Portugal (sensivelmente seis meses antes do que acontecerá no Brasil), passará a ser possível a transferência, por quem o quiser, das listagens de palavras, ver-se em tempo real as alterações que sejam feitas a cada entrada e enviarem-se  mensagens com questões ou sugestões à equipa do IILP, bem como o acesso a um conjunto gradualmente mais alargado de dados.

Fonte colaborativa: Ciberdúvidas

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