Bloco promete continuar luta pelo Ensino do Português no Estrangeiro

parlamento

Um projeto de lei do Bloco de Esquerda (BE), de Portugal, que propõe o fim das propinas no Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) e outras propostas sobre o ensino na diáspora dos demais partidos vão hoje a plenário no Parlamento.

“Nenhuma política da língua é digna desse nome se discriminar do acesso à sua aprendizagem os filhos de emigrantes”, afirma em comunicado o núcleo do Bloco de Esquerda na Europa.

O BE quer que revogar, através de um projeto de lei, o pagamento de propinas no ensino português no estrangeiro (EPE) e estabelecer “a gratuitidade dos manuais escolares nos cursos do EPE, alterando o Decreto-Lei n.º 165/2006, de 11 de agosto”.

A rede do EPE inclui cursos integrados de português nos sistemas de ensino locais e ainda cursos associativos e paralelos, assegurados pelo Estado português, em países como a Alemanha, Espanha, Andorra, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Reino Unido, Suíça, África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Zimbabué.

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Novos membros da Academia Galega da Língua Portuguesa

A angolana Irene Alexandra Neto e o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira tomarão este sábado posse como académicos correspondentes da AGLP, a Academia Galega da Língua Portuguesa. O ato decorrerá na Casa da Língua Comum, sita em Compostela.

Irene Alexandra da Silva Neto (1961) preside o Conselho de Administração da Fundação Dr. António Agostinho Neto e édeputada da Assembleia Nacional de Angola, na que preside a 7ª Comissão de Saúde, Família, Juventude e Desportos, Antigos Combatentes e Ação Social. De 2005 a 2007 foi Vice-Ministra das Relações Exteriores da República de Angola para a Cooperação, sendo a primeira mulher angolana a exercer esse cargo. É membro do Comité Central do MPLA e do Júri do Prémio Internacional de Investigação Histórica “Agostinho Neto”.

Licenciada em Medicina e Mestre em Oftalmologia. Em 1998 publicou a obra Angola, à flor da pele (Luanda: Instituto Nacional do Livro e do Disco), tendo contribuído diversos textos para obras coletivas.

Gilvan Müller de Oliveira é professor adjunto no Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina e Secretário Executivo Adjunto da MAAYA – Rede Mundial de Multilinguismo, com sede em Paris. Entre 2010 e 2014 respondeu pela Direção Executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), situado em Cabo Verde. À frente dessa instituição promoveu o desenvolvimento do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) e do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna, entre outras iniciativas. Fruto desse trabalho intenso, em 2014 recebeu o Prêmio Personalidade Lusófona do Ano do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e em 2015 o Prémio Meendinho, da Fundação Meendinho, por serviços prestados à Língua Portuguesa e à Galiza.

Fonte: Sermos Galiza

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Universidade de Genebra introduz o português no Mestrado em Interpretação de Conferência

univ_genebraA partir do ano letivo 2017-18 o Mestrado em Interpretação de Conferência da Faculdade de Tradução e Interpretação da Universidade de Genebra incluirá, pela primeira vez, a língua portuguesa no seu programa.

Tendo comemorado o 75º aniversário da sua fundação em 2016, a Faculdade de Genebra é a mais antiga e entre as mais prestigiadas escolas de interpretação no mundo. Até ao momento, o leque de línguas contempladas na formação de intérpretes seguiu a lógica das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas, que tem uma delegação importante na cidade juntamente com as sedes de várias agências onusianas, e das línguas oficiais do país, a saber, o francês, o alemão e o italiano.

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Portugal inicia homenagens a Mário Soares

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Hoje(09), a partir das 13:00,  começam as cerimônias de homenagens ao ex-presidente de Portugal, pai da democracia portuguesa, Mário Soares, falecido no último sábado. Os atos fúnebres terão como local a câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Acompanhe a trajetória do pai da democracia portuguesa, em uma reportagem da RTP que traz depoimentos e vídeos de uma das figuras mais importantes da  história do século XX. Clique aqui

 

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JORNADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA 2017

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Língua e Literacia(s) no Século XXI

Maputo, 4 e 5 de maio de 2017

  1. Introdução

Adquirir e desenvolver as competências de literacia exigidas atualmente pela sociedade, em geral, e pelas universidades, em particular, constitui um verdadeiro desafio comum a muitos países. Embora as razões que subjazem à complexidade desse desafio possam ser diversas, a realidade é que em muitos contextos académicos e profissionais se refere a dificuldade que os jovens revelam em desenvolver pensamentos complexos e em adquirir, ou pelo menos, comunicar e discutir, oralmente e por escrito, conhecimentos específicos de forma clara e e eficaz.

Se inicialmente, o conceito de literacia se referia ao “saber ler, escrever e contar”, atualmente, este conceito sofreu alterações e tem vindo a ser utilizado como a “Capacidade de fazer uso das competências de leitura e de escrita para produzir, compreender, interpretar e avaliar com espírito crítico informações escritas. É uma base para poder participar no mundo digital e para efetuar escolhas com conhecimento de causa em matéria de finanças, saúde(…)”, entre outras. (Conselho Europeu, 2012). Ou seja, a ausência destas competências pode vir a ter, atualmente e no futuro, um impacto negativo na inserção dos jovens no mercado de trabalho e, com isso, afetar o desenvolvimento das comunidades em que estes estão inseridos.

  1. Relevância do tema

Dada a relevância deste tema, pretende-se, com as 9.as Jornadas da Língua Portuguesa, apresentar, discutir e divulgar o conhecimento que se vem produzindo na área temática da língua portuguesa e do desenvolvimento da(s) literacia(s) ou em áreas que com estas se relacionam. Parece ser importante uma reflexão em torno dos contributos que a sociedade, de uma forma geral, e a academia, de forma particular, podem dar para que a futura geração venha a ser constituída não apenas por indivíduos letrados e formados academicamente, mas também por indivíduos solucionadores (Weil, 2014) dos inúmeros problemas com que as sociedades atuais se deparam. Para tal, é necessário que a leitura, a escrita, o trabalho colaborativo, a criatividade, o pensamento crítico, a (re)solução de problemas, a utilização das tecnologias de informação e comunicação, a pesquisa, a produção e comunicação de trabalhos científicos seja uma prática regular nas diferentes instituições de ensino, em contexto de sala de aula, no trabalho dos professores e no dos estudantes.

Neste sentido, estas 9as Jornadas da Língua Portuguesa, organizadas pela rede do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua em Moçambique, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane e a Universidade Pedagógica, pretendem abrir um espaço de partilha e de divulgação de trabalhos de investigação, produzidos na área do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa e do desenvolvimento da(s) literacia(s).

  1. Objetivos

Este encontro académico tem como objetivo geral desenvolver uma cultura de investigação em torno do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa que desenvolva competências de literacia dos estudantes. Constituem objetivos específicos destas Jornadas: (i) promover a investigação sobre as áreas do ensino da língua e das literaturas em língua portuguesa; (ii) divulgar boas práticas de ensino da língua, da linguística e da literatura, com resultados concretos no desenvolvimento das competências de literacia dos estudantes; e (iii) apresentar trabalhos sobre a utilização das tecnologias aplicadas ao desenvolvimento das literacias em língua portuguesa. Assim, e de forma a acedermos aos percursos de construção de conhecimento, desenvolvidos ou em curso, nas áreas assinaladas, desafiam-se os professores, investigadores, gestores educacionais, especialistas e formadores que estudam a língua portuguesa ou que com ela trabalham a contribuírem para esta partilha.

  1. Eixos temáticos

De acordo com o tema geral das 9as Jornadas das Língua Portuguesa: Língua e Literacia(s) no Século XXI e os objetivos referidos anteriormente, a apresentação das comunicações e dos pósteres articulam-se em torno dos seguintes eixos:

Eixo 1 – Língua Portuguesa: Investigação e Ensino

O eixo 1 acolhe trabalhos de investigação na área da língua portuguesa, da linguística aplicada ao ensino da língua portuguesa e das metodologias de investigação em contexto educativo. Aceitam-se também trabalhos de pesquisa, resultado de experiências de ensino, concluídos ou em curso, que visem, de forma específica, desenvolver as competências de literacia em contexto académico.

Eixo 2 – Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Desenvolvimento da(s) Literacia(s)

Este eixo pretende proporcionar a divulgação e discussão de trabalhos de investigação em torno do desenvolvimento das competências de literacia associadas à utilização das TIC, como mediadores pedagógicos ou ferramentas de ensino e de aprendizagem.

Eixo 3 – Formação de Professores de Português (L1, L2 e LE)

Pretende-se com o eixo 3 identificar os principais desafios e constrangimentos na formação de professores de português em contextos académicos em que esta língua é materna, segunda ou estrangeira. Aceitam-se trabalhos e projetos concluídos, ou em curso, sobre a formação de professores ao nível dos currículos, dos modelos de ensino e dos modos de atuação que possam contribuir para o desenvolvimento das competências de literacia.

Eixo 4 – Literaturas em Língua Portuguesa e Didática da Literatura

Neste 4º eixo pretende-se divulgar a produção científica sobre os estudos literários, nomeadamente, temas e autores das literaturas em língua portuguesa, mas também a relação que se estabelece entre estudos literários e o seu ensino. Por isso, incluem-se também neste eixo estudos relacionados com a teoria da recepção ao texto literário e com o papel da formação do leitor na comunicação literária.

  1. Metodologia

As 9as Jornadas da Língua Portuguesa serão organizadas em sessões plenárias e paralelas. As sessões plenárias têm como objetivo a apresentação de conferências e contam com a presença de todos os participantes. Nas sessões paralelas serão apresentadas as comunicações, podendo os participantes escolher livremente a qual querem assistir. Para além das conferências e das comunicações, haverá um espaço de exposição dos pósteres.

A língua das Jornadas é o Português.

  1. Submissão de resumos ou pósteres

As propostas para apresentação dos resumos das comunicações ou dos pósteres, deverão ser submetidos até 13 de fevereiro de 2017 para o seguinte endereço de correio electrónico jornadaslp2017@gmail.com. A comunicação da aceitação das propostas de resumos e dos pósteres será enviada até ao dia 13 de março de 2017.

6.1. Resumos

Os resumos devem apresentar, de forma clara e naturalmente sucinta, a área científica, os objetivos, a metodologia, os resultados (ainda que preliminares) e as conclusões e/ou recomendações. Deverá também ser submetido o respetivo resumo traduzido para inglês (abstract), seguido 3 a 5 palavras chave (keywords) também em inglês. Os resumos devem ainda ser formatados de acordo com as seguintes características:

  • formato Word (docx), em Português e Inglês (abstract);
  • letra Times New Roman, de tamanho 11, escrito a um espaço, num máximo de 250 palavras;
  • 3 a 5 palavras chave, a seguir ao resumo.

6.2. Pósteres

Os pósteres submetidos devem ser apresentados em formato pdf e serem visualmente atraentes. Podem conter imagens, gráficos e tabelas, desde que relacionados com o trabalho em apresentação. Recomenda-se que o póster siga a estrutura de um trabalho científico:

  • Título e autores
  • Contextualização/ Enquadramento teórico do estudo
  • Metodologia (métodos, técnicas e instrumentos de recolha e análise dos dados)
  • Resultados
  • Conclusões/ Recomendações
  • Referências bibliográficas
  • 9-jornada-de-lp-cartaz
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Autores de Língua Portuguesa que entram em Domínio Público em 2017

biblioO dia do Domínio Público é celebrado todos os anos a 1 de Janeiro, altura em que as obras daqueles autores que morreram há 70 anos deixam de ter direitos patrimoniais. Significa isto que qualquer pessoa pode copiar, partilhar, ou fazer remisturas de tais obras.

As obras que caem em domínio público têm de ser obras que foram publicadas até 70 anos após a morte do autor. Obras não publicadas poderão ainda ter direitos de autor.

A Public Domain Review publicou uma lista de autores que entraram em domínio público em 2017 e que pode ser visualizada aqui.

 A Associação Ensino Livre (AEL) fez uma pesquisa para tentar encontrar os autores de língua portuguesa cujas obras entraram em domínio público em 2017.

No caso dos autores estrangeiros a AEL forneceu títulos em Português, mas é preciso notar que só as obras na língua original é que se encontram em domínio público, as traduções podem ter ainda direitos de autor.

Fonte: Associação Ensino Livre

 

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Os dez anos da mercearia literária de Berlim

livroA literatura brasileira tem endereço certo em Berlim: A Livraria. Aberto há exatos dez anos pelo pernambucano Edney Pereira Melo, de 42 anos, o espaço virou referência para quem está em busca de autores lusófonos. E ainda sedia um festival anual de literatura: o Brasilien trifft Berlin – o “Brasil encontra Berlim”, já em sua quarta edição.Saiba mais, clique aqui

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Conheça Malaca, a cidade malaia onde (ainda) se fala português

Mesmo 375 anos depois de terem sido ‘enxotados’ pelos holandeses da cidade de Malaca, no Sul da Malásia, os portugueses ainda mantém raízes, monumentos e costumes na terra que dominaram por 130 anos (1511-1641) e que hoje é patrimônio da humanidade, segundo a Unesco.

Um dos principais traços da presença lusitana – além da fortaleza ‘A Famosa’, cartão postal da cidade – é a língua portuguesa, ainda falada por cerca de 1.000 moradores; a maioria, porém, na faixa dos  50 anos ou mais, o que coloca em risco a  perpetuação do idioma, que sequer é ensinado nas escolas.

Boa parte dos falantes da língua portuguesa, chamada pelos malaquenses de “Papia Kristang” (língua cristã), se concentra no bairro, ora pois, português, é claro. A vizinhança é ponto turístico obrigatório  para entender a formação de Malaca.

Dando cumprimento às ordens do Rei Manuel I, foi construída uma fortificação em posição dominante no alto de um monte (com função principal de defesa), onde antes se erguia a mesquita da cidade. Ela ficou para a história como ‘A Famosa’, hoje um dos principais cartões postais de Malaca, ao lado da Porta de Santiago.

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Boas Festas!

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Retrospectiva 2016: Países de Língua Portuguesa

Em três reportagens especiais, a Rádio ONU traz uma retrospectiva do ano de 2016 destacando os fatos que mais marcaram os países lusófonos.

No primeiro capítulo da série de três reportagens especiais, vamos relembrar os fatos que mais marcaram Angola, Brasil e Cabo Verde sob a ótica das Nações Unidas; febre amarela e surto de zika estiveram entre os assuntos do ano. Veja aqui http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/12/retrospectiva-2016-paises-de-lingua-portuguesa-parte-i/#.WGQ1tDUrLMw

A segunda parte da série dos fatos marcantes nos países lusófonos durante o ano apresenta temas como a procura de respostas à crise na Guiné-Bissau, a tensão política e desafios à economia em Moçambique e a ratificação do Acordo do Clima por São Tomé e Príncipe. Veja aqui http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/12/retrospetiva-2016-paises-de-lingua-portuguesa-parte-ii/#.WGQ1vTUrLMw

No último capítulo da série de três reportagens especiais, os fatos que marcaram Portugal e Timor-Leste no âmbito das Nações Unidas; destacamos também a seleção do primeiro lusófono a ser secretário-geral da ONU; António Guterres começa no cargo em 1º de janeiro de 2017. Veja aqui http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/12/retrospectiva-2016-paises-de-lingua-portuguesa-parte-iii/#.WGQ1xDUrLMw

 

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