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Angola quer gestão cuidada das línguas maternas para prevenir conflitos linguísticos

img_0732O diretor do Instituto Nacional de Línguas de Angola, José Domingos Pedro, defendeu ontem (21) à agência Lusa, em Luanda, uma maior valorização, proteção e “gestão cuidada” das línguas maternas para “prevenir conflitos linguísticos”.

“Elas [língua portuguesa e línguas nacionais de Angola] estão condenadas a coabitar no mesmo espaço a entenderem-se e nós o que temos que fazer é uma gestão cuidada”, apontou o responsável, que falava à imprensa à margem de um ciclo de palestras sobre o Dia Internacional da Língua Materna, que se comemora a 21 de fevereiro.

O português, segundo José Pedro, é a língua materna em Angola de um terço da população e as línguas angolanas de origem africana constituem a língua materna da maioria da população.

“Não temos uma estatística concreta ou exata mas podemos dizer que a língua umbundo aparece com maior número de falante, seguida pelo quimbundo” admitiu, recordando que a política do Governo angolano, em torno das línguas, é de “equilíbrio linguístico entre a língua portuguesa e as línguas angolanas”.

A “complementaridade” entre o português e as línguas nacionais foi também destacada pelo responsável como necessária para evitar conflitos linguísticos.

A Lusa noticiou em 2016 que mais de sete milhões de angolanos falam pelo menos uma língua nacional em casa, sobretudo nas zonas rurais, apesar de o português ser a língua habitualmente mais falada em Angola (podendo ser ou não a língua materna), por cerca de 18 milhões de pessoas.

Os números resultam da análise aos dados definitivos do censo da população angolana realizado pelo Instituto Nacional de Estatística de Angola em 2014, tornados públicos dois anos depois, que colocam a língua nacional umbundo (centro e sul) como a segunda mais falada, por 22,96% da população, o equivalente a cerca de 5,9 milhões de pessoas.

Tendo em conta os dados do Censo, que concluiu que Angola tem mais de 25,7 milhões de habitantes, cada angolano pode falar mais do que uma língua nacional em casa, sendo o português falado por 71,15% de angolanos. Neste caso “com maior predominância nas áreas urbanas”, onde 85% da população fala a língua portuguesa, contra os 49% na área rural.

Os restantes 28,85% da população falam mais de 10 línguas nacionais, como o kikongo (norte) e o quimbundo (norte e centro litoral), cada uma destas faladas, respetivamente por 8,24% e 7,82% da população, de acordo com os dados do censo angolano.

No interior centro e norte é falada a língua chokwe (6,54%), enquanto no sul, entre as províncias do Cuando Cubango, Huíla e Cunene, pequenos grupos falam ainda as línguas nganguela (3,11%), kwanhama (2,26%) e muhumbi (2,12%).

No enclave de Cabinda, além do português, mais de 600.000 pessoas (2,39% da população angolana) falam a língua local fiote.

Algumas das línguas nacionais já são lecionadas nas escolas angolanas, inclusive com a disponibilização de material pedagógico, mas o processo depara-se com a falta de professores, conforme admitido pelo Governo.

Fonte: Redator com LusaDYAS/PVJ // EL

 

 

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21 de fevereiro: Dia Internacional da Língua Materna

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O dia internacional da língua materna foi instituído em 1999 na Conferência Geral da UNESCO. A data é comemorada todos os anos em todos os estados, membros da UNESCO e suas matrizes tem como objetivo promover o multilinguística e a diversidade cultural. O principal objetivo é promover a diversidade cultural linguística e alertar para as tradições linguísticas e culturais. Teve a sua origem no Dia do Movimento da Língua celebrado em Bangladesh desde 1952.

A língua materna língua adquirida de forma natural, através da interação com o meio envolvente, sem intervenção pedagógica e sem uma reflexão linguística consciente, também conhecida como língua nativa ou primeira língua, trata-se do primeiro idioma que aprende uma pessoa ou, por outras palavras, da língua que se fala num país, e que é relativa aos naturais/nativos do mesmo.

Em todo o mundo, existem quase 7 mil línguas conhecidas. Desse total, mais de 2500 estão ameaçadas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e aproximadamente 200 desapareceram nas últimas décadas, segundo dados do Atlas Unesco das línguas em extinção no mundo. Acesse o Atlas, clique aqui

Fonte colaborativa: Unesco

 

 

 

 

 

 

 

 

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Inaugurada Escola Portuguesa com missão de divulgar e difundir a língua e a cultura portuguesa em Cabo Verde

aaaaescolaO primeiro-ministro português e seu homólogo cabo-verdiano inauguraram ontem (20), na Cidadela, arredores da Cidade da Praia, a Escola Portuguesa de Cabo Verde (EPCV) cuja missão é divulgar e difundir a língua e a cultura portuguesa em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa, António Costa, considerou que depois da cimeira entre os governos de Portugal e Cabo Verde, a inauguração do EPCV foi o “momento simbolicamente mais importante”.

“Além de excelente trabalho e relacionamento político existente entre os governos e a assinatura de diferentes acordos celebrados, aquilo que marca a relação entre os dois países é a relação entre as nossas duas comunidades”, disse.

Para o primeiro-ministro português, essa relação assenta na partilha de uma “língua comum” que tem permitido desenvolver laços de amizade ao longo de muitos séculos e laços culturais muito profundos.

E se há algo que é “absolutamente estruturante” nesta relação, sustentou, é a educação e o ensino, pelo que considerou que era imprescindível a existência dessa escola portuguesa em Cabo Verde.

O chefe do governo cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, por seu lado, que se gabou de ter estado envolvido neste processo, que hoje se concretizou, desde a primeira hora, é muito importante que o país, que também faz parte da lusofonia, ganhe uma escola portuguesa.

“É gratificante saber que para além do terreno disponível se colocou empenho. A escola portuguesa estava no nosso desejo, há já muitos anos, e fazia-nos inveja ao ver que outros países do espaço lusófono tinha uma escola e nós não”, enfatizou.

Segundo Ulisses Correia e Silva, o arquipélago prima pela qualidade do seu sistema educativo e tudo o que possa “aportar a melhoria” do sistema de ensino desde o pré-escolar ao ensino superior.

Cabo Verde, garantiu, definiu como uma das grandes prioridades, para os próximos dez anos, fazer com que o suporte do desenvolvimento do país seja efectivamente o seu capital humano a começar pelas crianças.

Para que isso aconteça, afiançou, vai-se integrar o sistema pré-escolar no sistema integral do ensino, fazendo com que os estudantes começam a ensinar e a aprender desde bem cedo línguas, incluindo 12 anos do ensino de português.

Neste particular, indicou que a cimeira celebrou um protocolo para assistência técnica e pedagógica a introdução e desenvolvimento da língua portuguesa.

O governante português encontra-se em Cabo Verde para participar na IV Cimeira Luso-Cabo-Verdiana.

Fonte: inforpress.publ.cv

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Simpósio: “Futuro Português – O futuro da língua portuguesa na Europa”

futuroDe acordo com o Observatório da Emigração, mais de 2,300,000 portugueses vivem atualmente no estrangeiro, a grande maioria residente em países europeus. Este simpósio serve para discutir o futuro da língua portuguesa na Europa, e particularmente nos dois principais países de destino da emigração portuguesa: Reino Unido e França.

O programa científico abordará o panorama atual do ensino do português nas escolas e universidades do Reino Unido e França. Saiba mais, clique aqui

Fonte: Plataforma9

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União Europeia abre concurso de curtas para PALOP e Timor Leste

palopAngola, Jovens cineastas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste podem candidatar-se ao concurso de curtas-metragens aberto pela União Europeia a 10 de Fevereiro e cujo prazo de candidaturas segue até 26 de Março. Saiba mais , clique aqui

 

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Prêmio Camões para Raduan Nassar

nassarConsiderada a mais importante distinção da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões de Literatura foi entregue  ontem(17) de fevereiro, em solenidade no Museu Lasar Segall, em São Paulo, Brasil.

O objetivo do prêmio é consagrar anualmente um autor da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, na edição 2016, Raduan Nassar foi o grande vencedor.

 O paulista Raduan Nassar, autor de obras célebres como Lavoura Arcaica (1975) e Um Copo de Cólera(1978), é um dos grandes expoentes da literatura brasileira. Nesta edição, o prêmio foi de 100 mil euros.

Em seus agradecimentos, Nassar fez um discurso contundente a respeito da situação política no Brasil.

Criado em 1988, o prêmio foi instituído pelo Protocolo Adicional ao Acordo Cultural entre os governos português e brasileiro, representados, respectivamente, pela Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas/Secretaria de Estado da Cultura (Portugal) e pela Fundação Biblioteca Nacional/MinC (Brasil). De acordo com a diretora do Centro de Difusão e Cooperação da Biblioteca Nacional brasileira, Maria Eduarda Marques, o prêmio é o reconhecimento do grande patrimônio comum que une os países, que é a Língua Portuguesa.
“Brasil e Portugal se uniram para fazer esse prêmio, que já consagrou grandes nomes da literatura brasileira, portuguesa e africana, como João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, José Saramago e Pepetela, entre outros.
Fonte colaborativa: Minc
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Novo mapa estatístico do OM sobre Aprendizagem da Língua Portuguesa

O Observatório das Migrações (OM) lançou neste mês um novo poster estatístico sobre Aprendizagem da Língua Portuguesa por Estrangeiros.

O OM, criado em 2002, integra uma equipa de projeto do Alto Comissariado para as Migrações que tem por missão o estudo e acompanhamento estratégico e científico das migrações e a recolha, análise e difusão de informação estatística acerca das migrações. É também, responsável pela promoção, publicação e lançamento de centenas de estudos e a organização de conferências de grande relevo para a compreensão em Portugal dos fenómenos migratórios.
 Mapa estatístico:
Dados.jpg

Fonte: http://www.om.acm.gov.pt/-/posters-estatisticos

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Revista destaca a língua, a cultura e a literatura em Goa

cover_issue_8675_pt_brA revista Via Atlântica – publicação semestral em formato eletrônico do Programa de Pós-Graduação de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Brasil  – chega à sua trigésima edição trazendo um dossiê e uma série de outros textos dedicados à cultura e à literatura de Goa, ex-colônia de Portugal no continente asiático com uma tradição literária “tão vasta quanto esquecida”. Com foco na literatura goesa de língua portuguesa, o volume, lançado no segundo semestre de 2016, é o segundo publicado pela revista dedicado ao tema – o primeiro, de número 19, foi apresentado em 2011. Saiba mais, clique aqui

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Disseminação do português em Timor-Leste requer soluções mais criativas

escola em timor

Os esforços da disseminação do português em Timor-Leste debatem-se com a discrepância entre o “querer fazer e a capacidade de fazer”, exigindo-se soluções mais criativas para o problema, disse à Lusa o primeiro-ministro timorense.

“Todos querem que a língua portuguesa seja disseminada para todo o país e não são só os líderes. Se falarmos com as famílias elas querem isso. Mas não temos capacidade para fazer isso”, disse Rui Maria de Araújo, numa entrevista à Lusa por ocasião do 2.º aniversário da sua tomada de posse, que se cumpre na quinta-feira.

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Procura pelo ensino do português aumentou 9% na África do Sul

downloadA procura pelo ensino da língua portuguesa teve um aumento de nove por cento na África do Sul e é expectável que possa continuar a crescer, disse hoje, em Durban, o secretário de Estado das Comunidades.

“Gostaria de sublinhar o facto de o ensino da língua portuguesa na África do Sul ter registado um aumento de nove por cento. Nós tínhamos, no ano letivo 2015-2016, 2.107 alunos e agora temos 2.317 alunos”, declarou José Luís Carneiro à Lusa por telefone desde a África do Sul.

Para o secretário de Estado é “expectável” que esta procura pelo ensino da língua portuguesa ainda possa crescer, “dado que se está a iniciar o ano letivo na África do Sul”.

O secretário de Estado das Comunidades iniciou a sua visita à África do Sul na segunda-feira, tendo já passado pela Cidade do Cabo e agora está na cidade de Durban.

“Pude verificar, na escola onde estudou o nosso escritor Fernando Pessoa, na Durban High School, que há uma grande vontade de continuar a suportar e apoiar os esforços de ensino da língua portuguesa”, afirmou Carneiro.

Fernando Pessoa passou nove anos da sua infância em Durban, na então colónia britânica da África do Sul, onde o seu padrasto era o cônsul de Portugal.

José Luís Carneiro ainda referiu que a Durban High School tem 150 anos de história e há “um culto imenso pela obra, pelo trabalho literário, pelo espírito de Fernando Pessoa, transversal a todas as idades”.

“Pude depositar uma coroa de flores junto do busto (de Fernando Pessoa) que existe em sua homenagem no interior da escola”, disse Carneiro, lembrando ainda que, em novembro de 1995, o então Presidente Mário Soares visitou também a Durban High School.

Fonte: Notícias ao minuto

 

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