PEPETELA É O VENCEDOR DO PRÉMIO LITERÁRIO DO CORRENTES D’ESCRITAS 2020

O escritor angolano conquistou o Prémio Literário Casino da Póvoa com o romance Sua Excelência, de Corpo Presente.

O escritor angolano Pepetela é, com Sua Excelência, de Corpo Presente (Dom Quixote, 2018), o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas 2020. O anúncio foi feito esta manhã na cerimónia de abertura oficial do festival que reúne escritores de expressão ibérica na Póvoa de Varzim. 

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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA VAI REABRIR EM JUNHO


Fechado desde 2015, o Museu da Língua Portuguesa ganhou uma data para sua tão esperada reabertura. O museu, que em 2015 ficou parcialmente destruído por um incêndio de grandes proporções, vai reabrir no mês de junho, cheio de novidades.

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USP OFERECE CURSO GRATUITO DE REDAÇÃO E GRAMÁTICA

Encontros do Projeto Redigir duram cerca de três horas e ocorrem semanalmente na própria Universidade. Inscrições abertas até 20 de fevereiro.

Aulas oferecidas por universitários também abordam temas como cidadania

A ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo) oferece um curso gratuito de redação e gramática no Comunicação e Cidadania com Ferramentas de Língua Portuguesa, como parte do Projeto Redigir.

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I ENCONTRO INTERNACIONAL DE POESIA: CEM ANOS DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO

I Encontro Internacional de Poesia – 100 anos de João Cabral de Melo Neto ocorrerá entre os dias 27 e 30 de abril de 2020 na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus Araraquara. O evento oferecerá palestras, conferências, minicurso, sarau e sessões de comunicações sobre poesia e outras artes. Nesta primeira edição, o evento homenageia o poeta João Cabral de Melo Neto, que completaria 100 anos de idade em 2020, com uma programação que tem por eixo a produção poética e os textos críticos de João Cabral.

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CONCURSO LUSÓFONO DA TROFA 2020 | PRÉMIO MATILDE ROSA ARAÚJO

É uma das iniciativas de maior destaque no calendário cultural do Município da Trofa, com impacto pelo seu caráter internacional. Em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., o Município promove o Concurso Lusófono da Trofa 2020 – Prémio Matilde Rosa Araújo, que irá premiar autores de contos infantis dos diferentes países de língua oficial portuguesa.

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PROGRAMA DE ASSISTENTES DE PORTUGUÊS EM FRANÇA 2020/2021

O prazo de candidaturas para Assistentes de Português em França para o ano letivo de 2019-2020 foi prolongado, até ao próximo dia 29 de fevereiro.

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RÁDIO TDM. UMA RÁDIO EM PORTUGUÊS NA CHINA

Rádio TDM. Uma rádio em português na China

A rádio TDM, a transmitir a partir de Macau, China, utiliza na sua comunicação a língua portuguesa, 24 horas por dia. Uma rádio que é escutada por milhares de ouvintes.

Quem também já deu os parabéns esta fonte emissora de informação e entretenimento o primeiro-ministro português.
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PATRIMÓNIOS IMATERIAIS: “MANTER VIVA A LÍNGUA E CULTURA PORTUGUESA NO LUXEMBURGO”

O projeto, iniciado há 3 anos numa parceria da Associação de Divulgação e Intervenção Educativa, do Luxemburgo, e a Associação Juvenil Carpe Diem, de Portugal, tem contribuído para a promoção e a valorização da língua e da cultura portuguesa no Luxemburgo.

Luxemburgo

Num país que conta com uma população que não chega aos 600 mil  habitantes e uma área de aproximadamente 2586 km², o que equivale sensivelmente a metade do Algarve, os portugueses são a comunidade estrangeira mais numerosa do Luxemburgo.

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“O ÚLTIMO MUGIDO”: NOVO ROMANCE DE GERMANO ALMEIDA CHEGA HOJE ÀS LIVRARIAS

O mais recente romance do autor cabo-verdiano Germano Almeida, “O Último Mugido”, título que dá continuidade a “O Fiel Defunto” (2018), chega hoje às livrarias portuguesas.

Neste romance, Almeida recupera a personagem Miguel Lopes Macieira, famoso escritor das ilhas assassinado pelo seu melhor amigo quando ia iniciar a sessão de apresentação do seu novo livro, “O Último Mugido”.

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PRÉMIO LITERÁRIO NOVOS TALENTOS: SAIBA COMO PARTICIPAR E ATÉ QUANDO

Candidaturas à 5.ª edição do Prémio Literário Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, que terá agora o selo da editora Guerra e Paz, estão abertas até ao próximo dia 23. Vencedor será conhecido a 6 de junho na Feira do Livro.

Prémio Literário Novos Talentos: Saiba como participar e até quando

A UCCLA, organizadora do Prémio Literário Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, anuncia a celebração de uma parceria com a Guerra e Paz editores para a publicação do livro vencedor da 5.ª edição do prémio que, além da UCCLA, associa também o Movimento 800 anos da Língua Portuguesa e tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

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“É PROMÍSCUA E É LIBERAL”: AFINAL DE ONDE VEM A LÍNGUA PORTUGUESA?

Amores e desamores, roubos, inimigos, tempestades e terramotos criaram a língua que falamos e escrevemos. Entrevistámos Fernando Venâncio, autor de uma história do português.

As palavras são de tal forma utilitárias, quotidianas e cada vez mais fúteis, que nos esquecemos que todas elas têm uma história, que cada letra, cada som, foi engendrado num tempo e numa circunstância política, social específica e a ela está para sempre ligado. Muitas palavras nasceram de sensações corporais ou psicológicas concretas, outras de necessidades comezinhas da comunicação  que vai desde a esfera familiar à esfera das leis, dos enamoramentos ou da poesia.

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MORREU MALACA CASTELEIRO, O “PAI” DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Adoentado há vários meses, o professor e linguista Malaca Casteleiro faleceu na sexta-feira, aos 83 anos, mas apenas este domingo a família confirmou o óbito. O seu contributo para a elaboração do tratado da língua foi decisivo e levou a que fosse apelidado de “pai do Acordo Ortográfico”.

A participação decisiva no controverso tratado de revisão da língua portuguesa tornou obrigatória, nas últimas décadas, a associação do nome de Malaca Casteleiro ao Acordo Ortográfico. Mas o currículo deste professor, investigador e linguista foi muito mais extenso e valioso, de que é exemplo o Grande Prémio Internacional de Linguística Luís Miguel Cintra, que recebeu em 1981.

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VISITA DA EMBAIXADORA DE ANGOLA AO IILP

O Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Dr. Incanha Intumbo, recebeu na manhã de hoje, dia 07, na sede do IILP, em visita de cortesia, a Embaixadora de Angola acreditada em Cabo Verde, Dr.ª Júlia Machado.

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Após a visita guiada pela exposição em comemoração aos “30 anos do IILP”, que se encontra patente na instituição, o Dr. Intumbo deu a conhecer a missão do IILP e apresentou os principais projetos da Instituição à senhora Embaixadora. A mesma, por sua vez, manifestou total disponibilidade em colaborar nas atividades realizadas pelo IILP.

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EMPRESA DISPONIBILIZA ALGORITMO DO GOOGLE EM PORTUGUÊS GRATUITAMENTE

Inteligência artificial foi treinada para compreender as vontades dos usuários brasileiros que fazem buscas com palavras-chave.

NeuralMind

A NeuralMind, empresa-filha da Unicamp que atua com inteligência artificial, disponibilizou, de forma inédita e gratuita, um algoritmo do Google para o idioma português. O objetivo da tecnologia é tornar as buscas digitais mais precisas ao processar a linguagem natural.

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FESTIVAL A LÍNGUA TODA: TRIBUTO ÀS BIBLIOTECAS ITINERANTES

Uma homenagem, sincera, humilde e simbólica, a todos os pioneiros que transportaram livros por estradas velhas e perigosas, garantindo às populações mais esquecidas, o direito à leitura.

Uma homenagem, sincera, humilde e simbólica, a todos os pioneiros que transportaram livros por estradas velhas e perigosas, garantindo às populações mais esquecidas, o direito à leitura é o propósito que a Alma Azul leva a cabo esta semana.

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PORTUGAL FECHA NOVOS ACORDOS PARA REVALORIZAR O ENSINO DO PORTUGUÊS NO LUXEMBURGO

Esta terça-feira, o ministro da Educação, Claude Meisch recebeu a portuguesa Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades, para um encontro em que esteve em cima da mesa a escolarização dos alunos de língua portuguesa e o lugar da língua portuguesa nas escolas do Luxemburgo.
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A AVENTURA DE APRENDER PORTUGUÊS NA EXTREMADURA ESPANHOLA

Lingua portuguesa na Extremadura

A região da Extremadura é aquela que regista maior número de inscritos no ensino de Português, quer nas escolas públicas, quer nos “Centros de Idiomas”, de toda a Espanha. Naquela região, que faz fronteira com a Beira Interior e Alentejo – juntas formam uma das regiões mais despovoadas e empobrecidas da Europa – a procura pela língua portuguesa tem crescido a um ritmo bastante acelerado.

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JEAN ESTÁ A APRENDER PORTUGUÊS E HÁ CADA VEZ MAIS ESTRANGEIROS A FAZER O MESMO

O número de estrangeiros a estudar português no Luxemburgo disparou. Desde miúdos do pré-escolar que querem jogar à bola com os vizinhos até altos quadros de empresas que percebem o potencial global da língua. Só no último ano, houve um aumento de 40% de alunos. Já nos lusófonos, as inscrições caíram a pique na última década.

Os Proust, da qual o pequeno Jean faz parte, impulsionaram o ensino do português para crianças em idade pré-escolar no Luxemburgo.

Há uns meses que a francesa Laure Proust andava incomodada com o muro que havia nas traseiras da sua casa, em Bettembourg. Achava-o feio e inseguro, não gostava nada que ele dividisse o quintal a meio. O que ela queria mesmo era mandá-lo abaixo, mas achava que os vizinhos do lado, uma família cabo-verdiana, se ofenderiam. Tinha esta ideia de que haviam sido eles a levantar aquele paredão.

Um dia o seu filho Jean, na altura com seis anos, entrou na cozinha esbaforido e disse: “Mamã, os nossos vizinhos do lado também não gostam do muro. Eles só não dizem nada porque acham que tu é que o queres no quintal.” Como é que o rapaz podia saber aquilo? “Ouvi-os a conversar, mamã, foi o que eles disseram.”

No ano anterior o rapaz tinha começado a ter aulas de português numa escola no bairro de Clausen, na capital. “Foi ele que nos pediu para aprender a língua”, conta agora a mãe. “No nosso bairro viviam muitas famílias portuguesas e cabo-verdianas – e ele queria perceber o que as outras crianças diziam quando jogavam juntos à bola.”

Os Proust, da qual o pequeno Jean faz parte, impulsionaram o ensino do português para crianças em idade pré-escolar no Luxemburgo.

Não havia no Luxemburgo aulas de português para estrangeiros para crianças em idade pré-escolar, por isso Laure Proust decidiu pedir ao Instituto Camões que as abrissem. “Começámos em 2017/18 a lecionar Português Língua Estrangeira em várias escolas do país, e para todos os níveis de ensino. Daí para cá, os números de inscrições não param de aumentar”, diz Joaquim Prazeres, cordenador do ensino da língua portuguesa no Grão-Ducado.

Se no primeiro ano não eram mais de uma vintena de alunos, no segundo o número subiu para 53 e, este ano, para 84 – um aumento de 37%. “Mas aqui estamos só a contar as incrições lecionadas nos acordos que o Instituto Camões estabelece com as escolas luxemburguesas”, explica Joaquim Prazeres. “Se contarmos com os cursos dados pelas comunas, com os alunos de literatura e cultura portuguesa da Universidade do Luxemburgo e com os centros de línguas do país, podemos seguramente falar em largas centenas de pessoas que estão hoje a aprender português como língua não-materna no Grão-Ducado.”

O mercado lusófono não está aproveitado. As empresas precisam de quem fale a língua. 

Vem gente de todas as idades. “Estes miúdos mais pequenos têm normalmente amigos portugueses e querem saber a língua dos amigos”, diz Emília Fraga Rodrigues, professora na escola de Brill, em Esch-sur-Alzette, para onde Jean Proust agora se mudou. “O ano passado eram dois alunos, agora são seis. E é curioso como eles são extremamente motivados.”

Para os mais novos de todos, os do pré-escolar, Emília tenta que ensinar jogando. Inventou um bingo para saberem dizer o nome das peças de vestuário, usa a música para que vão ganhando noções, “e no outro dia a mãe do Jean comentou comigo que ele já sabia cantar o hino português, mas não o francês.” Sente que as crianças estão a contagiar-se umas às outras e acredita que as inscrições vão crescer exponencialmente. Os sinais parecem dar-lhe razão. Se no ano passado havia seis escolas no Luxemburgo com aulas de português para estrangeiros – três na capital e três em Esch-sur-Alzette –, este ano somam-se aulas em duas escolas de Diekirch, uma em Soleuvre e outra em Vianden. A quarta língua mais falada do planeta está a ganhar adeptos na Europa Central.

Cartas de motivação

O relógio marca 19h de quinta-feira quando Aga Walczak, uma polaca de 36 anos, chega ao Lycée Athénée, na capital luxemburguesa. É aqui que Anabela Albino leciona português como língua estrangeira a um grupo de adultos. Na turma há franceses, italianos, espanhóis, lituanos e, a partir de agora, uma polaca. É o primeiro dia de Aga.

“Oh, eu quis vir estudar a língua porque o meu marido é português”, explica. Apaixonou-se primeiro pelo marido, depois pela gastronomia, agora pelos sons e vocábulos que lhe são estranhos mas, diz ela, “tão melodiosos”. A lituana Vitória Sableviclute, 46, também tem marido lisboeta, mas não é por isso que está nas aulas. “Sou tradutora no Tribunal de Contas Europeu, e o português é uma língua da União.”

Há Graziela de Barba, uma italiana de 65 anos. Foi professora toda a vida, está a planear muitas viagens a Portugal na reforma e por isso quer aprender a língua. E depois há duas espanholas, Marina Nunez e Carla Navarro. A primeira tem 31 anos, veio para o Luxemburgo há sete e trabalha no departamento de crédito de uma consultora. “Há muitas empresas multinacionais que abrem departamentos ibéricos, ou têm um departamento para Portugal, Espanha e América Latina. Ora, o espanhol já eu domino, mas se souber português tenho muito mais probabilidades de conseguir um emprego melhor.”

Carla, 26, trabalha num fundo de investimento. “Especializei-me na área de microfinanciamento em países em desenvolvimento.” Ou seja, atribui pequenos créditos a empreendedores de países pobres, que lhes permitem criar negócios viáveis e resolver a vida. Uma das regiões que mais precisa de apoio, acredita ela, é o continente africano. “Mas muitas empresas não chegam aos países lusófonos por falta de domínio da língua. Há todo um nicho que não está a ser aproveitado.”

A aula começa. Anabela Albino, que veio este ano dar aulas para o Grão-Ducado, distribui cópias do jornal Contacto – a imprensa é uma boa forma de puxar pelas aptidões de conversação. “Tanto quanto sei, o ano passado só tínhamos uma aluna, este ano temos oito”, diz a professora. “Permito-me considerar que fizeram uma escolha feliz. O português é a língua oficial dos nove estados da CPLP, é a quarta língua mais falada do mundo, com mais de 261 millhões de falantes repartidos por todos os continentes. É uma das línguas de trabalho de 32 organizações internacionais e a quinta língua mais utilizada na Internet.”

O português, diz, abre horizontes e portas. E também ajuda a derrubar muros, como um miúdo de sete anos chamado Jean bem provou.

 “Saber português é uma enorme vantagem e quem o fala tem de perceber isso”

Marina Nunez com o livro de português no Lycée Athénée.

Em 2006 havia 4.898 alunos lusófonos a estudar português nas escolas luxemburguesas. Em 2017, o número tinha caído para 2.804 e, desde então, houve uma ligeira melhoria – hoje há 3.081 alunos. “Estancámos a hemorragia, mas a mentalidade tem de mudar”, diz o diretor do ensino português do Luxemburgo, Joaquim Prazeres. “Aprender português de casa não basta, é preciso ir à escola. Estamos a falar de uma das línguas de maior projeção global. Saber português é uma enorme vantagem e quem o fala tem de perceber isso.”

O sangria de alunos deve-se sobretudo ao facto de, em 2006, o Luxemburgo ter limitado o ensino integrado de português nas suas escolas. Ao mesmo tempo que França introduzia o português no currículo geral de línguas estrangeiras (ao lado do inglês, do espanhol, do italiano e do alemão), no Grão-Ducado saiu do horário escolar. Lisboa não gostou: Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros português, dizia em 2017 ao Contacto que o ensino da língua constituía “um problema diplomático sério nas relações bilaterais entre os dois Estados.”

Nesse ano tentou-se atenuar o diferendo com a introdução de um sistema complementar de ensino. Passou a haver educadoras portuguesas no pré-escolar e as escolas básicas e secundárias podem agora dar aulas de português, mas apenas em regime extracurricular. Em muitos casos, as escolas só aderem porque há grupos de pais que se mobilizam e exigem o ensino da língua. “O que temos verificado é que nas escolas luxemburguesas há um discurso desmotivador da aprendizagem do português”, diz Joaquim Prazeres. “Muitos professores aconselham os alunos e os pais a reforçarem o luxemburguês para uma boa integração no país. Mas vários estudos apontam que a capacidade de compreensão das matérias aumenta quando se domina a língua nativa. Mesmo que tudo o resto seja oferecido em luxemburguês, um aluno que constrói o raciocínio em português, sua língua de casa, vai conseguir elaborar melhor o pensamento.”

Foi nesta nova vaga de ensino complementar que apareceram as aulas de português como língua estrangeira. Na escola de Brill, em Esch-sur-Alzette, o curso abriu para alunos mais novos porque uma família francesa, os Proust  mobilizou outras a exigirem a oferta de português na escola. Os estrangeiros que querem aprender português são o grupo que mais cresce. E era essa exigência forasteira de pedir ensino às escolas que Joaquim Prazeres gostava de ver na comunidade portuguesa.

Prazeres tem consciência que a culpa não é toda luxemburguesa. “Nestes mesmos anos houve uma crise económica terrível em Portugal e um período de austeridade que reduziu seriamente a autoestima das pessoas em relação ao seu país”, admite. “Começou a pensar-se que o português de casa, de conversa, era suficiente. E não é.” É como se um mau português acabasse por servir de descrédito, em vez de mais-valia. E num país que acolhe a sede de algumas das maiores multinacionais do globo, talvez não seja de deitar fora a vantagem da língua que disputa com o árabe e o hindi a quarta posição das mais faladas no planeta – atrás apenas do chinês, do inglês e do espanhol.


Fonte: Contacto

 

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SÃO VICENTE PROMOVE CURSO DE PORTUGUÊS – LÍNGUA NÃO MATERNA

A Câmara Municipal de São Vicente, através do seu Polo de Emprego, dinamizou pela segunda vez um Curso de Português – Língua não materna para os seus munícipes inscritos neste Polo de Emprego.

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IX COLÓQUIO DA SOCIEDADE CHECA DE LÍNGUA PORTUGUESA

A migração é um dos fenômenos atuais mais pungentes: segundo o Banco Mundial, há mais de 258 milhões de migrantes no mundo de hoje. No entanto, movimentos populacionais fazem parte da vida do homem desde seu surgimento na África. Todas as grandes civilizações foram construídas com algum aporte de povos estrangeiros. De motivação diversa, desde grandes convulsões sociais ao desejo da simples melhoria de vida, os migrantes nos falam de mundos diversos, trazendo as diferenças socioculturais ao nosso alcance.

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