Livro reúne vários especialistas da linguística

Moita LopesFoi lançado pela editora Parábola o livro “O Português do Século XXI, Cenário Geopolítico e Sociolinguístico“, do Professor José Paulo Moita Lopes.  A obra abarca textos de vários especialistas, entre eles  o artigo “Um Atlântico Ampliado: o português nas políticas linguísticas do século XXI, escrito pelo Diretor do IILP, Gilvan Müller de Oliveira. Confira o sumário, clique aqui

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mapa-escudo-portugalPortugal e Brasil acolheram com “satisfação” os contactos no quadro da CPLP para a elaboração dos Vocabulários Ortográficos Nacionais e reafirmaram que o acordo ortográfico entra em vigor em 2015, nos dois países.

“Tendo em conta que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP) entrará em vigor definitivamente  em Portugal e no Brasil em maio e em dezembro de 2015, respetivamente, ambos os governantes reiteraram a importância da plena aplicação do AOLP em todos os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como forma de contribuir para o reforço da internacionalização da língua portuguesa”, refere a Declaração Conjunta da XI Portugal-Brasil que decorreu hoje em Lisboa, entre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e a chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff.

“Os dois mandatários acolheram, com satisfação, os entendimentos mantidos no âmbito da CPLP com vista à elaboração dos Vocabulários Ortográficos Nacionais e a ulterior elaboração a partir destes, de um Vocabulário Ortográfico Comum, que consolidará, tanto o léxico comum como as especificidades de cada país”, refere a nota.

De Agência Lusa
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Parabéns Portugal!

bandeira de portugalDia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de junho (hoje), é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.

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Aplicativo gratuito que traduz a fala em Português para Libras ganha versão para plataforma Apple

mãosSegundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com uma população de 10 milhões de surdos e, dentre estes, 2,7 milhões não conhecem a língua portuguesa e se comunicam apenas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) – o segundo idioma oficial do país, utilizado por mais de 5 milhões de brasileiros.

Com o objetivo de eliminar a barreira de comunicação existente entre ouvintes e surdos, o ProDeaf acaba de lançar a versão iOS – compatível com smartphones e tablets Apple – do ProDeaf Móvel, o primeiro aplicativo capaz de traduzir a fala em Português para Libras.

Desenvolvido pela companhia pernambucana de mesmo nome, o aplicativo funciona de maneira simples, reconhecendo a voz do usuário e traduzindo a fala diretamente para Libras. Assim, com a ajuda de um personagem que faz os gestos na tela do celular ou tablet, o sistema se baseia em um dicionário com de cerca de 2.000 sinais – base que, em breve, será ampliada e também regionalizada.

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Angola terá zona franca

logo_CPLPUma zona franca de desenvolvimento da lusofonia será criada por uma grupo de empresários da Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP) com o objetivo de criar condições de desenvolver novos projetos comerciais. Leia mais, clique aqui

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Números do português em Macau

MacauMais de 5.000 alunos de Macau estão actualmente a aprender português como disciplina regular ou extracurricular nas escolas locais, de acordo com dados facultados pelos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) à agência Lusa. Leia mais, clique aqui

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Manifesto no Parlamento Europeu pelo Multilinguismo

ZUBER Ines CristinaLeia o manifesto da Deputada Inês Cristina Zuber, do Partido Comunista Português, ao Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz.

Senhor Presidente do Parlamento Europeu,
Consagrado nos Tratados europeus, o multilinguismo reflecte a diversidade cultural e linguística da União Europeia. Este é um princípio fundamental para tomar o conteúdo da discussão nas instituições europeias mais acessível e transparente para os cidadãos, o que constitui uma garantia de funcionamento democrático.
No Parlamento Europeu, todas as línguas comunitárias têm a mesma importância: todos os documentos são publicados em todas as línguas oficiais da União Europeia e cada deputado tem direito a exprimir-se na língua oficial da sua preferência.
Estes princípios da União Europeia no que se refere ao multilinguismo estão vertidos no Regimento do Parlamento Europeu, Artigo 146, que expressa que os deputados têm o direito de usar da palavra no Parlamento Europeu na língua oficial da sua escolha.
Ora, hoje, dia 29 de Maio, na reunião da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu, da qual sou uma das Vice- Presidentes, fui confrontada com a impossibilidade de intervir em Português uma vez que não havia interpretação disponível. O Secretariado da Comissão informou-me que apenas no período da tarde haveria lugar à interpretação de Português.
Esta situação não é, infelizmente, única. Em geral, as reuniões da Comissão da Cultura e da Educação – da qual sou membro suplente – não têm interpretação em português. Por outro lado, são cada vez mais
os relatórios e pareceres, em várias Comissões, em que nos é requerido que apresentemos emendas em inglês. Nas sessões plenárias, as resoluções têm estado disponíveis em português, por diversas vezes, apenas na noite anterior ao dia da votação, o que impossibilita a sua análise cuidada e aprofundada.
Perante a violação de um dos princípios da União Europeia – o multilinguismo enquanto garante da igualdade de tratamento e do funcionamento democrático e transparente – venho formalmente apresentar um protesto por discriminação relativamente a Portugal e à sua língua oficial, o Português.
Espero, Senhor Presidente, que urgentemente seja reposto o princípio do multilinguismo no Parlamento Europeu, quer se trate no trabalho em Comissões, na tradução de documentos necessários para o bom desempenho da função de deputado – para o qual fui eleita pelos Portugueses – ou, ainda, nas Sessões Plenárias.
Informo-o, Senhor Presidente, que vou dar conhecimento público deste protesto.
Com os meus melhores cumprimentos,

Inês Zuber

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