PROJETO DO INSTITUTO QUINDIM, DE CAXIAS, PROMOVE BATE-PAPO VIRTUAL COM O ESCRITOR ANGOLADO ONDJAKI

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O poeta Manoel de Barros já escreveu que “meu quintal é maior do que o mundo.” O quintal é aquele espaço ao ar livre que reúne pessoas com afinidade, quiçá embaixo de uma árvore, trocando ideias, comendo e rindo. É justamente neste sentido que nasceu o “Quintal da Língua Portuguesa”, lá em 2011, no Rio de Janeiro. Criado por um grupo de artistas, dentre eles os autores Edna Bueno, Lucília Soares, Ninfa Parreiras, Ondjaki, e o presidente do Instituto de Leitura Quindim, de Caxias do Sul, Volnei Canônica, o projeto está sendo retomado, em um formato virtual, neste sábado (13). O primeiro convidado será o premiado escritor angolano Ondjaki.

— Essa ideia de quintal é quando você extrapola as paredes fechadas, as barreiras, para ir para um lugar mais amplo, e tem interferência da natureza, dos sons, dos pássaros, das pessoas, e tudo está em constante mutação. Como o meu quintal se comunica com os diferentes quintais do mundo da Língua Portuguesa — explica Canônica.

A prioridade da iniciativa é a troca de conhecimento e de informação da Língua Portuguesa. O que começou como encontros com especialistas que debatiam obras de autores, se ampliou agora para uma colaboração internacional. A parceria para a realização do projeto reúne o Instituto de Leitura Quindim, do Brasil, o Bichinho do Conto, de Portugal, e o Kacimbo Produção Cultural, da Angola.

— Os encontros eram localizados em um território, porque não tínhamos recursos para trazer autores de fora. A mudança desses 10 anos é que os artistas, além das pessoas que estudam as obras deles, estarão presentes virtualmente no quintal, para conversar e discutir sobre suas obras, vivências, viagens e questões específicas da cultura da Língua Portuguesa no seu território. É quase como se a gente pegasse as caravelas e fosse viajar até o quintal desses autores — revela Canônica, que também afirma que já está articulando outras participações com entidades de outros países.

Apesar de agora o formato ser de forma online, o presidente do Instituto de Leitura Quindim acredita que os encontros trarão uma descontração para o bate-papo, em que serão debatidas as obras dos artistas, mas também assuntos relacionados a culinária, viagens e as peculiaridades dos lugares que falam o idioma português.

A primeira conversa do Quintal da Língua Portuguesa com o premiado escritor e poeta angolano Ondjaki, no sábado (13), ocorrerá na plataforma Zoom, a partir das 14h, no horário de Brasília, e às 18h, no horário da Luanda. No bate-papo, o autor fará discussões sobre as interfaces culturais e artísticas do universo das obras literárias dos países falantes do idioma português.

Integrante da organização do projeto e com livros traduzidos na França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China, Ondjaki revela que lê a literatura brasileira antes mesmo de ter residido no Brasil por oito anos. Para ele, o Quintal da Língua Portuguesa é um bom espaço de conversa que não conhece fronteiras.

— O que se trata aqui não é só um encontro de amigos, é fazer essa amizade com outras pessoas, de modo que os públicos de todos os lados do Oceano Atlântico se conheçam, se descubram e nasçam novas ideias, novos projetos, de livros. O grande objetivo é suscitar o contato esperando que novas ideias e novos desafios se configurem — comenta, em um fuso horário de quatro horas há mais do que o de Brasília.

Natural e morador de Luanda, capital da Angola, Ondjaki é autor de diversas obras, entre elas, “E se amanhã o medo” (2005), “AvóDezanone e o segredo soviético” (2008) e “Os Transparentes” (2012). Para a retomada do projeto, com sua participação, o escritor afirma que o público pode esperar por uma diversidade de nomes e temas, com a ideia de cruzar o olhar dos territórios que se expressam em Língua Portuguesa.

— A ideia é sempre trazer para o debate alguns aspectos poéticos, que possam servir de partida para uma discussão artística também para ouvir e entender um pouco os mundos que estão do outro lado de nós. Quintal é uma ideia de convívio e estar à vontade, um espaço de intimidade e confiança. O quintal pode desafastar as fronteiras dos lugares e aproximar os corações dos artistas — pontua Ondjaki.

Os encontros estão programados para acontecer no segundo sábado de cada mês de 2021. Além de Ondjaki, no dia 13, o autor português Afonso Cruz está confirmado para o dia 13 de março e a poeta brasileira Cida Pedrosa para o dia 10 de abril. As conversas ocorrerão às 14h, no horário de Brasília, 17h, no horário de Lisboa, e 18h, na Luanda. A curadoria dos encontros contará com o time original incluindo Mafalda Milhões. Já a logomarca do projeto foi criada pelo premiado ilustrador pernambucano André Neves.

Para mais informações, clique aqui.


Fonte: GZH

Sobre O IILP

Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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