“SOMOS”, A NOVA ASSOCIAÇÃO LOCAL QUE PRETENDE APROFUNDAR A PROMOÇÃO DA LUSOFONIA

 É um projecto que pretende integrar todos os países falantes de língua portuguesa e abordar a lusofonia partindo de diferentes perspectivas e através de meios diversos. A Somos – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa lança-se na promoção da literatura, arte, cultura, sociedade ou turismo, ligadas pelo denominador comum que é a língua portuguesa.

A apresentação da Somos – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (ACLP) é apenas um dos primeiros passos no sentido da concretização de um projecto maior que começou a ser desenhado por Marta Pereira ainda antes de chegar a Macau, há mais de dois anos. O projecto principal vai ser apresentado nos próximos meses, mas a fundadora e presidente conta que será “ousado e ligado com as questões da lusofonia”. A Somos – ACLP vai contar com a colaboração de vários parceiros, desde jornalistas, escritores, professores, actores ou artistas, que, juntos, vão trabalhar as vertentes da lusofonia que consideram que “ainda não estão desenvolvidas em Macau”, como é o caso da cultura ou das questões sociais.

A Somos – ACLP pretende aprofundar o conhecimento da lusofonia abordando a literatura, arte, cultura, sociedade ou turismo, através da criação de publicações, filmes, livros, seminários, eventos artísticos, sociais e culturais, tanto a nível local como regional e internacional. O mote será sempre a construção de “projectos e ideias, na mesma língua, objectivo comum”.

“Ainda em Portugal, tinha a ideia de criar alguma coisa que envolvesse os países lusófonos porque, afinal, dentro das nossas diferenças, temos um denominador comum que é a língua portuguesa. Até que ponto é que ela é assim tão igual? As expressões, o significado de cada palavra, o sentimento que ela carrega. E, depois disso, queria também que toda a diáspora contasse a sua própria história. A verdade é que eu venho para Macau e, de repente, sou eu a diáspora”, contou Marta Pereira, produtora e jornalista da TDM – Rádio Macau, ao PONTO FINAL.

“É verdade que o Governo tem feito muito em prol das questões da lusofonia, mas é muito mais ligado à área económica, à área financeira, à área de investimento. Nós vamos apostar fundamentalmente na cultura, nas questões sociais, no turismo, queremos unir todos os países, com elementos de cada país. Não só, por exemplo, angolanos, moçambicanos, brasileiros, que estejam a morar em Macau, mas ir buscar a comunidade lusófona originária de cada país e trazê-la até Macau numa fusão de ideias, de conceitos, de partilhas de experiências. Temos muitos projectos com base na comunhão de saberes.”

São actualmente oito, os membros da nova associação local. Com Marta Pereira estão Olga Pereira, Fernando Ferreira, José Manuel Simões, Natacha Fidalgo, Bruno Camacho da Côrte, José Salgueiro e Valéria Carvalho. Todos ligados aos vários fundamentos da Somos – ACLP, estão actualmente a preparar as actividades, “algumas delas realmente muito complexas e de difícil execução”. É o caso da música: “Queremos efectivamente criar todo um repertório musical com instrumentos de cada país, (…) o que envolve um orçamento financeiro extremamente elevado”, conta a presidente.

Marta Pereira adiantou ainda que vai ser organizado um simpósio para discutir o que é, afinal, a lusofonia. Admite que o tema “já está muito debatido, mas há sempre questões a acrescentar sobre esta temática”. “Vamos tentar procurar saber como é que cada país olha para esta questão da lusofonia. O que é ser lusófono. Macau, aqui, ocupa um papel fundamental. E tem muita graça porque quando cheguei a Macau e quando comecei realmente a perceber até que ponto isto era exequível num território, começo também a perceber que Macau, desde há muitos anos, tem sido a ponte entre a China e os países ligados à comunidade lusófona”, frisou.

A Somos – ACLP tenta agora angariar apoio institucional de várias entidades do território para concretizar o projecto. O contacto com a China, apesar de mais difícil, já está a acontecer. A associação estabeleceu um protocolo com a Rádio Internacional da China “para ser mais fácil a comunicação” e para comunicarem eventos e iniciativas que aconteçam no continente. Em relação a Portugal, o objectivo passa por conseguir uma reunião com o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, para apresentar o projecto.


Fonte: Ponto Final
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Sobre O IILP

Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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