Senegal: “paixão pelo Português”

senegalO Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve na última quinta-feira, em visita oficial ao Senegal, onde recebeu Doutoramento Honoris Causa. Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas e mostrou-se maravilhado com a recepção dos estudantes senegaleses e com o seu interesse em aprenderem a Língua Portuguesa.

“Foi um momento único”, referiu, acrescentando que “é uma sensação única num país como o Senegal encontrar esta paixão pelo Português e por Portugal”.

São cerca de 46 mil os senegaleses que estão a aprender a língua materna nacional. “Viu-se que era uma homenagem a Portugal porque havia por todo o lado milhares de estudantes que falam e aprendem Português e que estavam muitos felizes por contactar com o Presidente de Portugal”.

Já, José Horta, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, disse à Lusa que o Centro de Língua Portuguesa (CLP) de Casamansa, no Senegal, deve abrir até maio e será o segundo no país não lusófono com mais estudantes de língua portuguesa no mundo.

O plano era ter aberto o CLP até final de março, mas o trabalho do instituto com a formação de professores e a visita do Presidente da República Portuguesa atrasaram a inauguração de um edifício que até já está concluído, e ao qual só falta o equipamento.

O responsável do Instituto Camões no Senegal lamenta que a agenda não tenha permitido que fosse o próprio Presidente da República a inaugurar o centro, um edifício “de dimensões modestas”, mas com um espaço exterior, “virado para fora, à boa maneira africana”, pensado para acolher debates ou a exibição de filmes, e do qual José Horta espera um contributo para uma difusão ainda maior da língua portuguesa no país.

Localizado na universidade de Ziguichor, sul do Senegal, o centro de Casamansa deverá beneficiar do interesse particular que aquela região específica tem pela língua portuguesa, sobretudo por razões histórias – Casamansa já foi território português, cedido ao Senegal há 130 anos em troca por Cacine, no sul da Guiné-Bissau, país vizinho.

Ainda que não seja tão académico como o curso de Dacar, o curso de português da Universidade de Ziguinchor tem cerca de 300 estudantes que encaram a aprendizagem da língua como um complemento a cursos como o de gestão, pelas oportunidades que o domínio de português representa no mercado de trabalho no continente africano.

Além de ser uma língua de trabalho oficial em organizações como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e da União Africana, é cada vez mais uma exigência para um emprego em alguns cargos na administração pública ou em hotéis.

“Para além dos 200/300 estudantes de Ziguinchor, penso que o centro será muito útil para pessoas que queiram aprender português fora da universidade, nomeadamente em cursos extracurriculares, até pela proximidade com a Guiné-Bissau, e até por muitas pessoas oriundas de lá. O número de guineenses a estudar na universidade de Ziguinchor é importante. Se houver meios humanos para a procura que eu espero que venha a haver, penso que [o número de inscritos] será em crescendo”, disse José Horta.

Fonte: Notícias ao minuto com Bom dia Europa

 

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