CONFERÊNCIA CRIA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA ÁSIA

image3A Universidade de São José, instituição de ensino superior católica de Macau, vai criar uma licenciatura em Estudos Portugueses e Chineses, foi hoje anunciado ontem (05).

Conforme o programa da conferência, a associação seguira  às diretrizes de outras associações de professores, investigadores e acadêmicos de estudos portugueses espalhados pelo mundo, como por exemplo a American Portuguese Studies Association (APSA) na América.

A ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA ÁSIA  (AELPA) terá a sua primeira sede na Universidade de Macau durante dois anos e os seus estatutos e primeiro comité executivo serão aprovados durante a conferência, que terá inicio na próxima sexta-feira (08).

image3“Esta é a primeira conferência dirigida para as pessoas que ensinam português na China e na Ásia”, disse à agência Lusa a  presidente da comissão organizadora Inocência Mata, professora doutora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e docente de literaturas e culturas em português da Universidade de Macau.

A conferência vai contar com 52 comunicações e participantes oriundos do interior da China, Japão, Coreia do Sul e Índia. Também participam professores das várias instituições de ensino em Macau e de outras de Portugal.

“Na verdade, estamos muito empenhados em que a Universidade de Macau possa ser uma referência do ensino de português na Ásia. Esta universidade tem 35 anos e o seu curso de verão [de português] vai ser o 30.º este ano, o que já demonstra a persistência (…), mas gostaríamos que ela pudesse ser o lugar de encontro das pessoas que trabalham no ensino da língua portuguesa”, observou Inocência Mata .

Na conferência vão ser abordadas, entre outros assuntos, “as literaturas de língua portuguesa, as metodologias e propostas curriculares, nomeadamente as que melhor respondem ao perfil dos falantes de língua chinesa, que não pode ser a mesma proposta curricular aplicada a um falante de francês, espanhol ou alemão”.

“Há uma grande diferença no imaginário histórico-cultural dos países de europeus e de língua portuguesa em África e no Brasil” em comparação com “o acervo do estudante chinês” que estuda português, afirmou Inocência Mata, sublinhando que essa particularidade deve ser atendida no ensino da língua na Ásia.

Outro objetivo, segundo a presidente da comissão organizadora da conferência, é que o ensino da língua portuguesa seja visto “além da sua dimensão utilitária e que tenha uma dimensão humanística”, porque “aprender as diferentes culturas dos outros povos também é importante para a economia”.

“Não podemos perder de vista a dimensão cultural das relações econômicas”, concluiu.

Fonte colaborativa: Agência Lusa

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Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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