Atividade acadêmica e científica na África

images (1)A comunidade científica e acadêmica vem trabalhando em todos os países no sentido de internacionalizar as suas universidades e ampliar a participação no processo dinâmico de geração de novos conhecimentos, em geral traduzidos em artigos publicados em revistas de circulação internacional e que utilizam o consagrado processo de avaliação pelos pares para aceitação destes artigos. Está cada vez mais claro que no mundo contemporâneo não é suficiente contar com riquezas naturais, avalia o Professor titular da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina, Wanderley de Souza.

Segundo ele, a formação de recursos humanos de alto nível e o domínio científico e tecnológico são componentes fundamentais para a geração de riqueza de forma sustentável. Todos os dados disponíveis indicam claramente que as principais instituições acadêmicas estão localizadas nos Estados Unidos da América, em vários países da Europa bem como em alguns países asiáticos, sobretudo China, Índia e Coréia do Sul. Neste contexto, como se colocam os países africanos?

“No que se refere à qualidade acadêmica, refletida por avaliações feitas por um conjunto de instituições e que são divulgadas periodicamente, fica clara a liderança exercida pela África do Sul, país cujo PIB ocupa a primeira posição na região. Entre as dez mais importantes universidades africanas, as seis primeiras estão situadas na África do Sul”, informou o professor.

Em primeiro, destaca-se a Universidade da Cidade do Cabo que, inclusive, ocupa a 160a posição mundial. Foi criada em 1829, conta com cerca de 26 mil estudantes oriundos de cem países, 35% dos quais em programas de pós-graduação. Em segundo lugar temos a Universidade de Witwatersrand, fundada inicialmente como uma Escola de Minas em 1896 e transformada em universidade. Localiza-se em Joanesburgo, contando com cerca de 30 mil estudantes, sendo 10 mil na pós-graduação.

A terceira é a Universidade de Stellensboch, criada em 1916, localizada na cidade que lhe dá o nome, com 30 mil alunos, sendo 10 mil na pós-graduação. A quarta é a Universidade de Pretoria, criada em 1930, e que hoje conta com 50 mil estudantes. A quinta é uma universidade multicampi, a Kwazulu Natal, com sede na cidade de Durban, com 29 mil estudantes. A sexta é a Universidade de Joanesburgo que conta com cerca de 50 mil estudantes.

O Egito é o segundo PIB da África e conta a sétima e oitava universidades no ranking africano. Na sétima posição temos a Universidade do Cairo, criada em 1908 e que hoje conta com cerca de 150 mil estudantes. Na oitava posição temos a Universidade Ain Shaws, com 20 mil estudantes, e também localizada na cidade do Cairo.

A nona e décima posições são ocupadas pelas universidades Makerere e de Gana, localizadas em Uganda e Gana, respectivamente. São universidades com cerca de 40 mil estudantes e que têm em comum o fato de que foram criadas, inicialmente, como unidades associadas à Universidade de Londres, em seguida tornadas independentes da matriz inglesa e unidas, junto com outras universidades localizadas na Tanzânia e em Quênia, constituindo a East Africa University, e que adquiriram independência em 1970.

Em 17ª posição no ranking africano está  a Universidade Eduardo Mondlane, antes conhecida como Lourenço Marques, localizada em Maputo, Moçambique, que atualmente conta com 15 mil alunos.

A Universidade de Cabo Verde, criada há cerca de dez anos, ocupa a 40ª posição e as universidades dos demais países de origem portuguesa ocupam piores posições apesar de Angola representar o 10º PIB da região. Neste sentido, cabe lembrar que o ensino superior no Brasil só se iniciou com a vinda da família real em 1808 e as primeiras universidades só foram criadas nas décadas de 1920 e 1930.

Na opinião de Wanderley,  é fundamental que o Brasil apoie de forma mais intensa as atividades acadêmicas no continente africano, especialmente naqueles de língua portuguesa. Programas de cooperação como o Pró-África, conduzido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico deveriam ser ampliados significativamente.

Fonte: monitor mercantil

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Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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