Uso de legendas em filmes contribui no aprendizado da língua portuguesa

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Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontou que o uso de legendas na exibição de filmes para crianças pode contribuir no aprendizado da língua portuguesa. A pesquisa foi realizada através de uma tese de doutorado do Programa de Pós Graduação em Estudos da Tradução. Uma escola no Sul do estado recebeu o experimento.

De acordo com uma pesquisa do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), apenas 40% dos alunos de 5º ano, e 23% dos de 9º ano apresentam nível proficiente ou avançado na língua portuguesa.

Santa Catarina, estado com o maior indicador de aprendizado adequado, apresenta índice acima da média nacional: 56% dos alunos de 5º ano e 27% dos de 9º ano possuem nível proficiente ou avançado na disciplina.

A dificuldade das crianças e adolescentes com a leitura motivou a tese de Silvane Daminelli, defendida em 2014, no Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução da UFSC.

“A intenção de trabalhar com curtas de animação legendados foi justamente de promover uma aproximação dos alunos com o universo da leitura por meio de um texto multimodal, onde a parcela verbal escrita faz parte, mas nao é um conjunto total”, explica Silvane.

A pesquisadora apresentou semanalmente, durante dois meses, quatro curtas-metragens legendados para alunos da Escola de Educação Básica Pedro Simon, de Ermo, no Sul catarinense.

Os quatro filmes foram escolhidos com base na faixa etária da turma, gostos, dados obtidos pela aplicação de um questionário socioeconômico, tempo de duração e capacidade leitora dos alunos.

Os participantes, na época em 2012, faziam parte das turmas de 5ª série, atual 6º ano. Dos 56 alunos, 21 foram considerados como de baixo desempenho e maior dificuldade de aprendizagem, de acordo com o corpo docente da instituição.

Resultado
Dos 21 estudantes, entre 11 e 16 anos, que apresentavam problemas referentes à escrita, leitura, produção de textos e cálculo, apenas sete continuaram apresentam dificuldades.

“Tínhamos um universo de não leitores que precisavam operar de modo que a atividade tocasse afetivamente e despertasse o interesse dos alunos”, comentou a idealizadora do projeto.

“A legenda tem um tempo de leitura predeterminado, o que exige muito da capacidade do leitor. Os curtas-metragens tornaram possível trabalhar com um texto completo. Se tivesse sido exibido um longa-metragem, a atividade teria de ser feita em partes, o que  poderia causar fadiga aos alunos”, completou a orientadora da tese, Ana Cláudia de Souza.

Fonte: Jornal ON

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