Angola defende elaboração de vocabulário ortográfico nacional

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PAULA HENRIQUES – COORD. da COMISSÃO NACIONAL NO INSTITUTO INTERNACIONAL DE LÍNGUA PORTUGUESA – Foto: Rosário do Santos

 A República de Angola defende a elaboração de um vocabulário ortográfico nacional e a retificação de determinadas bases técnico-científicas, para validar o Acordo Ortográfico no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Esta posição foi manifestada hoje (09), em Luanda,  pela coordenadora da Comissão Nacional do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Ana Paula Henriques, durante um encontro com o Doutor Oliveira Encoge, do Ministério das Relações  Exteriores, e o Doutor Felipe Zau, Reitor da Universidade Independente, que teve como objetivo informar a situação atual  dos projetos relacionados com o Acordo Ortográfico da  Língua Portuguesa de 1990.

De acordo com a responsável “Angola defende vários aspectos para a assinatura do acordo ortográfico, dentre eles a retificação de determinadas bases identificadas como carentes de  informação técnica e cientifica para que se possa fazer a gestão da língua sem constrangimentos”.

“Angola é da opinião de que todos os Estado Membro devem ter o seu  vocabulário ortográfico nacional, razão pela qual contribuiu financeiramente , contudo não se registraram progressos neste capítulo”, disse a Coordenadora.

Ana Paula  Henriques considera que se deve analisar  esta questão em fórum próprio da comunidade, sendo esta uma prática das autoridades angolanas  na tentativa de buscar consensos dentro de uma abordagem técnica-científica . Ela aponta esta iniciativa, como uma das condições que permitirá a aprovação do projeto do Acordo Ortográfico pelo  Governo deste país.

Realçou que Angola não está parada nem atrasada em relação a ratificação do  Acordo  Ortográfico de 1990, e prova desse fato foi a apresentação dos projetos e dos resultados obtidos  na  produção dos trabalhos levados a cabo pelos técnicos.

“É preciso ter em conta que há vários níveis de língua, e o acordo ortográfico vai se relacionar  com documentos escritos e não a língua falada, sendo preciso que haja registro escrito para que seja considerado um  elemento a ser tido em conta no vocabulário ortográfico”.

Outra questão apontada pela responsável  é o tempo de vida dos neologismos e sua  produtividade, ou seja, se são ou não utilizados nas mais variadas áreas, estando desta forma criadas as condições  para que sejam  considerados ou não, no âmbito da constituição do Vocabulário Ortográfico Nacional de Angola.

 Fonte colaborativa: Angola Press

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