O poder do idioma local para a inclusão social

lingua maternaO Dia Internacional da Língua Materna, celebrado no último sábado, 21 de fevereiro, completa 15 anos e  promove o tema “O poder do idioma local para a inclusão social”.

Para a diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, a educação na língua materna é essencial para alcançar os objetivos globais de desenvolvimento, incluindo a educação para todos.

Força

Segundo Irina Bokova, aprender no idioma local facilita as habilidades de leitura, escrita e matemática. Na mensagem sobre o dia, a diretora da Unesco afirma que “a educação na língua materna é a força para o aprendizado de qualidade”.

E no Dia Internacional da Língua Materna, a Rádio ONU ouviu um funcionário da Comissão Econômica das Nações Unidas para Ásia e Pacífico nascido em Portugal, o berço da língua de Camões.

Desafios

Ricardo Freitas Rodrigues mudou-se para Bangcoc, na Tailândia, acompanhado da mulher e da filha, também portuguesas. Para ele, é um desafio residir numa região onde o idioma falado é tão diferente de sua língua materna.

“O tailandês não se assemelha em nada aos caracteres que conhecemos. E sendo que a língua se acha por ventura o mais proeminente meio de comunicação,  é verdade que a língua remete igualmente para uma construção social. A língua é um espaço primordial de afirmação de ideias, é o veículo que nos permite comunicar. E na impossibilidade de comungar da língua local, nós achamo-nos, enquanto expatriados, de certo modo excluídos da comunidade local.”

Esforço

Ricardo Freitas Rodrigues compartilha a visão da Unesco de que a língua materna é essencial para a inclusão e destaca um pensamento de um de seus escritores favoritos.

“Na nossa língua materna nós comunicamos tudo quanto desejamos, ao passo que utilizando uma língua estrangeira comunicamos apenas quando sabemos transmitir. Nos oito Estados que utilizam português como língua oficial, essa saudável diversidade se reafirma através da língua. ‘Aprender várias línguas é uma questão de anos, mas ser eloquente na sua própria língua é uma questão exige pelo menos metade de uma vida’. No meu caso, eu só me esforço diariamente, apesar de não usar o português, por honrar este pensamento de Voltaire”.

A língua portuguesa é falada por pelo menos 250 milhões de pessoas em oito países nas Américas (Brasil), Europa (Portugal), África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe) e Ásia (Timor-Leste).

Fonte: Rádio ONU

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Sobre O IILP

Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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