Angola dará resposta no “devido momento” ao novo acordo ortográfico

pindaO ministro da Educação angolano, Pinda Simão, garantiu hoje que o país “está a trabalhar” sobre o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, que Angola ainda não subscreveu, e que no “devido momento” será tomada uma decisão.

O governante falava em Luanda, à margem da sessão de abertura do terceiro Congresso Internacional de Língua Portuguesa, promovido pela Universidade Jean Piaget, de Angola, sob o lema “Unidade na Diversidade”.

“O país está a trabalhar. Depende de Angola, de quando Angola decidir [sobre a adesão ou não ao acordo]”, afirmou Pinda Simão, que coordena este processo no país, questionado pela Lusa.

Angola e Moçambique são os únicos entre os oito Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa – antes da adesão, em julho, da Guiné Equatorial -, que ainda não ratificaram o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

“É um assunto do Estado e no devido momento Angola vai dar as informações que lhe cabem”, disse ainda aos jornalistas o ministro da Educação.

Especialistas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estão reunidos em Luanda, até sábado, para um congresso internacional que vai abordar os novos desafios da Língua Portuguesa.

O congresso pretende ainda divulgar os mais recentes estudos sobre a língua, discutir a diversidade linguística nos países lusófonos e analisar a associação da competência gramatical dos falantes das línguas africanas e do seu desempenho na língua portuguesa.

O português é a língua oficial em Angola, mas o país conta com seis línguas nacionais, muitas das quais acabaram por incorporar alguns conceitos e palavras, face à longa presença portuguesa.

As línguas nacionais angolanas “com que convive” há quinhentos anos deram ao português a “pujança” atual, defendeu na sessão de abertura do congresso a ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva.

“A língua portuguesa em Angola fez uma trajetória de afirmação do património partilhado, na medida em que desde esses primórdios até ao período mais crítico da sua história os angolanos transformaram-na na principal arma da sua luta contra o sistema opressor. E, por essa via, tornaram-na mais adequada aos contextos culturais do país. Se quisermos, tornaram-na [a língua portuguesa] mais bela”, reconheceu a ministra.

Apesar disso, Rosa Cruz e Silva afirma que devem ser colocadas “ao mesmo nível” as línguas nacionais e a língua oficial, tendo em conta que a “diversidade linguista do pais constitui a sua grande riqueza”.

Envolvendo a comunidade académica neste congresso, os promotores pretendem ao longo dos próximos dias “identificar a relação existente entre as literaturas africanas e a língua portuguesa”.

A língua e a hermenêutica dos textos orais africanos, a influência dos estrangeirismos ou mesmo a evolução linguística entre o galego (norte de Espanha) e português são assuntos dos vários painéis agendados.

O congresso vai ainda dedicar-se à análise do português falado em Angola e às suas influências.

Fonte: dnoticias.pt
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