IILP está ativo e realizou projetos importantes .


Gilvan de Oliveira no Centro Cultural Equato-Guineano (2)O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) está ativo e já completou projetos de grande importância nos últimos anos, apesar da imagem obsoleta que ainda persiste sobre a organização, disse hoje o seu diretor executivo.

“Eu penso que as pessoas têm o hábito de transferir ideias do passado para o presente, porque o IILP esteve muito tempo em dificuldades, inativo, [mas] eu não avaliaria que seja esta situação hoje em dia”, declarou à Lusa Gilvan Müller de Oliveira.

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa é uma estrutura da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), que goza de personalidade jurídica e é dotada de autonomia científica, administrativa e patrimonial, tendo sido a sua criação oficializada em 1989. No entanto, só começou a funcionar dez anos depois.

De acordo Gilvan Müller de Oliveira, que é também linguista, “muitas pessoas continuam com uma imagem do IILP já um tanto obsoleta”.

“O IILP não é uma instituição mandatada para ter sedes no exterior a ensinar o português”, sublinhou o brasileiro.

O instituto, de acordo com o diretor executivo, “é um espaço de concertação de políticas linguísticas multilaterais, que diz respeito àquelas políticas que os Estados membros consideram que precisam ser multilaterais”.

De acordo com Müller de Oliveira, é preciso lembrar que o IILP “recebeu o seu primeiro instrumento de ação aprovado, a nível de chefes de Estado e de Governo, apenas em 2010” com o Plano de Ação de Brasília para a promoção, a difusão, e a projeção da língua portuguesa.

“A partir daí, o IILP pode então se organizar ou de captar recursos externos, como os fundos para os ACP (países da África, Caraíbas, Pacífico) da União Europeia (UE), captamos 100 mil euros, foi a primeira captação que fizemos”, argumentou.

Gilvan Müller de Oliveira referiu que o IILP conseguiu executar dois projetos principais, que são o portal do professor de português língua estrangeira – língua não materna e o vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa (VOC).

“Nós temos neste momento cinco vocabulários ortográficos nacionais prontos, quatro dos quais (Brasil, Portugal, Moçambique e Timor-Leste) já integrados e prontos para a consulta dos cidadãos e um que será entregue agora na cimeira [dos chefes de Estado e Governo da CPLP, no dia 23, em Díli], o de Cabo Verde”, afirmou.

Entretanto, o Acordo Ortográfico está a ser contestado por vários setores nos países lusófonos e, inclusivamente, não foi ratificado por Angola e Moçambique.

O diretor executivo disse que o IILP deve procurar outras formas de captação de recursos, como fazem as demais instituições modernas, para além do orçamento anual obrigatório dos Estados membros (somente 247 mil euros) da CPLP.

O orçamento do IILP também sofre com os atrasos e faltas de pagamentos dos Estados membros, estando acumulada uma dívida de cerca de 500 mil euros, tendo sido este um dos grandes problemas deste a criação do instituto.

Como uma possível solução, foi apresentado pelo IILP ao comité de concertação permanente do bloco lusófono o projeto de criação de escritórios regionais do Instituto Internacional da Língua Portuguesa em São Paulo, Lisboa e Díli, que ajudariam nesta captação de recursos suplementares.

Para o professor catedrático José Adelino Maltez, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa, as instituições que estão ligadas à CPLP, como o IILP, desenvolvem-se ao mesmo ritmo do bloco lusófono, que vai lançando pilares ténues num “tempo longo e que não produz realizações significativas” nos seus vários domínios.

“Vive-se num mundo muito agressivo e a existência deste espaço de diálogo (CPLP), mesmo que não produza frutos imediatos, sempre lança bases de cooperação”, como acontece no IILP e outras instâncias da organização, segundo o professor.

José Adelino Maltez referiu que é necessário um maior desenvolvimento da política externa dos países da CPLP no âmbito mundial, a resolução de problemas internos (sobretudo ente Brasil e Angola) e tornar a organização mais parecida com as existentes atualmente, com a possibilidade de um alargamento a nações mais distantes da sua matriz base.

Fonte: CSR // PJA – Lusa/fim – 
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Sobre O IILP

Objetivos fundamentais: a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais
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