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Pesquisador é primeiro índio a receber título de doutor em linguística pela UnB

escola_indigena_700Nascido no município acriano de Tarauacá, na Terra Indígena Praia do Carapanã, Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá se tornou o primeiro índio no Brasil a receber o título de doutor em linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Mais conhecido como Joaquim Maná, ele defendeu hoje (19) a tese “Para uma gramática da Língua Hãtxa Kuin”.

Alfabetizado na língua portuguesa aos 20 anos em, um programa alternativo coordenado pela Comissão Pró-Índio do Acre, ele fez o magistério indígena no estado e a graduação em um curso intercultural indígena na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. O mestrado e o doutorado foram feitos na UnB.

Para ele, um dos maiores desafios durante o doutorado foi a indisponibilidade de pesquisas sobre a língua de seu povo, sobretudo em português. “Muitas pesquisas foram escritas em inglês, alemão, francês e espanhol e não foram apresentadas ao povo, ficaram guardadas”, ressalta.

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Vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa se reúnem em Brasília

 (Foto: Hugo Barreto - Jornal Correio do Estado)


(Foto: Hugo Barreto – Jornal Correio do Estado)

Os 20 vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foram anunciados na tarde desta quarta-feira (17) em Brasília. Eles foram escolhidos entre os 152 finalistas de todo o país. Foram mais de 170 mil professores inscritos de 5.014 municípios.

A competição é uma iniciativa do Ministério da Educação  e da Cultura Brasileiro (MEC) e da Fundação Itaú Social (FIS), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O objetivo é desenvolver ações para a formação dos professores, buscando melhorar o ensino da escrita e da leitura nas escolas públicas. “Eles trabalham com todos os alunos de sua turma. A seleção de texto é posterior”, explica a gerente de Educação da FIS, Patrícia Mota Guedes. Segundo ela, a competição tem início com a inscrição de professores, que passam a fazer oficinas com os estudantes.

Depois, os textos escritos pelos estudantes nessa fase participam de cinco etapas da seleção, começando pela própria escola até chegar ao âmbito nacional. Participam alunos do 5º anos ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano ao 3º ano do ensino médio. O prêmio seleciona cinco vencedores em cada uma das categorias concorrentes: poema, memória literária, crônica e artigo de opinião.

Isabella Kétlin Barros foi vencedora na categoria crônica. Aos 13 anos, a estudante, que mora no município de Alta Floresta d’Oeste, em Rondônia, escreveu o texto O Mundo de uma Única Cor. Isabella diz que sua cidade é pequena e algumas ruas ainda são de terra e têm bastante poeira, principalmente na época da seca. “Foi dali que tirei a ideia”, ressaltou, e contou que já escrevia crônicas, mas as oficinas foram essenciais para aprimorar o texto.

“Quando eu escrevia não sabia diferenciar crônica de conto, por exemplo, e depois da oficina consigo perceber”, destacou Isabella, que participou pela primeira vez da competição. Ela disse que chegaram a pedir para que não criasse expectativa, já que muitos alunos estavam competindo. Mas a estudante seguiu em frente. “Primeira vez que venho, sou classificada e sou uma campeã”, comemorou.

Outro estudante vencedor cumpre medida socioeducativa na Fundação Casa Paulista. Aos 17 anos, escreveu um poema e foi selecionado. “Falei sobre o lugar onde vivo”, contou. Ele fala também da emoção de receber o prêmio: “Foi totalmente diferente do que eu imaginava. Eu já cheguei a pensar que não seria capaz de chegar aonde estou chegando. Foi emocionante”.

Andréia de Souza, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Padre Ezequiel Ramin, é professora de Isabella e estava emocionada. “Nossa! Não sei nem se consigo falar. A gente não esperava”. Ela diz que participar da olímpiada é uma oportunidade de aperfeiçoar o trabalho dos docentes. “É um trabalho primoroso, que a escola desenvolve desde que começou a olimpíada. É um trabalho que ajuda a gente, de verdade, a ensinar, e o aluno aprende a escrever o texto”. Ela elogia o esforço dos alunos e ressalta: “Os que estão aqui são os premiados, mas todos aprendem”.

Para a representante da Fundação Itaú Social, a sensação demonstrada pela professora Andréia é um dos pontos importantes das quatro edições da olimpíada. “O aprendizado que temos acumulado mostra a importância da formação continuada, que relacione a teoria – com a prática da sala de aula – com o dia a dia dos alunos”, destaca.

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi criada em 2002, mas só em 2008, com a parceria do MEC, foi transformada em ação do Plano de Desenvolvimento da Educação. “A fundação já desenvolvia um projeto, mas em 2008, quando o ministério se juntou a nós, a olimpíada ganhou capilaridade para todo o Brasil”, destacou Patrícia Guedes.

Os vencedores receberam medalha, notebook e uma impressora. As escolas representadas pelos estudantes e professores também foram premiados com material para a montagem de laboratórios de informática. Foram entregues microcomputadores, impressoras, projetores multimídia, telões para projeção e livros.

Fonte: Agência Brasil

 

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Universidade federal que integra povos de língua portuguesa forma sua primeira turma

image_previewA Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), formou na última sexta-feira (12), 57 estudantes da turma “Luís Inácio Lula da Silva” de seu curso de Bacharelado em Humanidades.

A solenidade, realizada no Campus das Auroras, entre os municípios de Redenção e Acarape, no Ceará, é repleta de significado: é a primeira formatura da primeira universidade brasileira que em entre suas diretrizes estabelecer, na educação superior, um link entre o Brasil e os países de língua de expressão portuguesa, em especial os africanos. Sem contar a cooperação internacional Sul-Sul, de maneira colaborativa, solidária, para a formação de quadros e a produção de conhecimento por meio do intercâmbio acadêmico entre estudantes e professores.

É também a primeira universidade a chegar a Redenção, na região do Maciço do Baturité, no Ceará, levando educação superior pública para jovens que dificilmente teriam acesso a esse nível de ensino, por meio do programa de ampliação da rede federal de ensino superior iniciada durante o governo Lula.

“Hoje estou esperando o melhor. Suspiro de alívio, de tranquilidade, de ter conseguido a primeira etapa, que era fazer o bacharelado. Mas não posso falar disso sem falar da minha família, da minha origem, a gente tem que falar de onde vem. Eu venho de Cabo Verde, de uma família humilde, que não tem tradição de escolaridade. Basicamente sou o primeiro a ter um curso, e isso é motivo de orgulho para mim mesmo e minha família”, afirmou o estudante Carlos Santos, de 26 anos, que veio de Cabo Verde.

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A “Festa do Conto” celebra 18 anos da CPLP com público muito especial

unnamedEm celebração dos 18 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi editado o áudio-livro “Contos Tradicionais da CPLP”, com os objectivos de promover a diversidade cultural e os laços linguísticos que unem e enriquecem os povos da CPLP junto do público mais jovem.

 Divulgar e preservar o nosso património imaterial é vital para a nossa identidade singular ecolectiva, porque o conhecimento mútuo continua a ser essencial para o reforço da solidariedade e da cooperação na CPLP.

 A obra comemorativa foi inspirada nas “Coletâneas da Literatura Oral da CPLP de/em Língua Portuguesa”, elaboradas pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), e contou com o honroso contributo de grandes artistas plásticos, escritores, investigadores, atores, cantores e contadores de histórias dos nossos Estados-membros, que nos trouxeram as palavras, os sons, as cores e o imaginário das nossas sociedades. A coordenação artística ficou a cargo da Comendadora Celina Pereira.

O áudio-livro encontra-se disponível para tablets e smartphones nas lojas Google e Apple e a “Festa do Conto” decorre hoje, dia 17 de dezembro de 2014, podendo ser acompanhada pela internet a partir das 14h30, através do Portal da CPLP (www.cplp.org).

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Diretora do IILP é recebida pelo Presidente de Cabo Verde

A diretora executiva do IILP, Marisa Mendonça,  foi  recebida pela primeira vez pelo Presidente da República de Cabo Verde, Senhor Jorge Carlos Fonseca. Os temas que nortearam à audiência foram as grandes prioridades do IILP nesta gestão e os projetos que já estão em percurso. Veja a reportagem, clique na imagem.

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Prémio de Tradução Científica e Técnica em Língua Portuguesa

destaque03_v7843O Prémio de Tradução Científica e Técnica em Língua Portuguesa 2014, atribuído pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, será entregue no próximo dia 17 de Dezembro, na Faculdade de Letras, às 18 horas.

A edição de 2014 distinguiu com o 1º Prémio o tradutor Pedro Galvão, pela tradução da obra Os Métodos da Ética, de Henry Sidgwick, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian (2013), e com o 2.º Prémio, ex-aequo, os tradutores Gonçalo Marcelo e Hugo Barros, pela tradução da obra A simbólica do Mal, de Paul Ricoeur, e João Tiago Proença, pela tradução da obra O Culto Moderno dos Monumentos e outros Ensaios Estéticos, de Alois Riegl, ambas editadas pelas Edições 70 (2013).

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IILP acolhe lançamento da obra de José Luis Tavares e de Duarte Belo

Coração de Lava

O livro “Coração de Lava”, com poemas do escritor cabo-verdiano José Luiz Tavares e fotografia do português Duarte Belo, foi lançado no último sábado (14),  na Casa Cor-de-Rosa, sede do IILP.

A obra tem como pano de fundo o Parque Natural de Chã das Caldeiras, na Ilha do Fogo, onde se situa o mais importante geo-monumento de Cabo Verde e um dos mais significativos vulcões do Atlântico Sul, que recentemente entrou em atividade.

unnamed (1)A sessão de lançamento, inserida no programa da Feira da Palavra, a decorrer desde quinta-feira (11) na Cidade da Praia, na principal Praça do Plateau, contou com a presença do Presidente da República,  excelentíssimo  senhor  Jorge Fonseca,  na qualidade de escritor e amigo do poeta e com inúmeras pessoas, ligadas às artes e amigas do escritor.

“O IILP associou-se, desta forma, a esta nobre iniciativa  de promoção da Língua Portuguesa, por um lado, pelo momento de acesso ímpar ao livro, ao conhecimento e à cultura e, por outro lado, à homenagem às gentes do Fogo, cuja vida foi terrivelmente perturbada  pela força implacável da Natureza, traduzidos nos “gritos criminosos” do vulcão”, sublinhou Marisa Mendonça, diretora executiva do IILP.

A apresentação da obra esteve a cargo da Profª. Doutora Fátima Fernandes, docente da UNICV e especialista na análise da poesia de José Luís Tavares.

José Luiz Tavares nasceu na Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1967. É formado em Literatura e Filosofia. O seu primeiro livro, Paraíso Apagado por um Trovão, recebeu o Prémio Mário António de Poesia 2004, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2005, o seu segundo livro, Agreste Matéria Mundo, foi contemplado com o Prémio Jorge Barbosa. Colaborou com jornais e revistas de Cabo Verde, Portugal e Brasil. Atualmente trabalha na tradução de poemas de Fernando Pessoa e Camões.

 

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